Volume financeiro em ações cresce 43,5% e base de investidores atinge 6,35 milhões em janeiro
O início de 2026 trouxe um cenário de forte dinamismo para o mercado financeiro brasileiro, com a B3 (B3SA3) registrando avanços expressivos em diferentes segmentos.
Em janeiro, o volume financeiro médio diário negociado em ações atingiu R$ 33,819 bilhões, um salto de 43,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e crescimento de 10,8% frente a dezembro. Esse desempenho reflete o apetite renovado dos investidores e a confiança no ambiente de negócios, fatores essenciais para impulsionar a liquidez e a atratividade da bolsa.
No segmento de derivativos, que abrange contratos futuros de juros, moedas e commodities, o volume médio diário chegou a R$ 11,250 bilhões, representando um avanço anual de 2,4%. Apesar do crescimento no volume, a receita média por contrato recuou 8,1% em relação ao ano anterior, ficando em R$ 1,124. Esse movimento sugere uma competição mais acirrada e ajustes nos custos operacionais, elementos que impactam diretamente a rentabilidade das operações nesse mercado.
A renda fixa também se destacou, com novas emissões totalizando R$ 2,178 trilhões em janeiro, alta de 11,2% na comparação anual. O estoque total do segmento avançou 16,7%, alcançando R$ 9,236 trilhões. O aumento do interesse por títulos de renda fixa reflete a busca dos investidores por alternativas mais seguras e previsíveis, especialmente em um contexto de volatilidade global e ajustes nas taxas de juros.
O crescimento da base de investidores acompanha esse movimento: o número total de participantes chegou a 6,353 milhões, alta de 4,6% em relação ao ano anterior. Destaca-se ainda o avanço dos investidores em Fundos Imobiliários (FIIs), que somaram 3,033 milhões ao fim de janeiro, frente a 2,785 milhões no mesmo mês do ano passado. O patrimônio sob custódia dos FIIs atingiu um novo recorde, chegando a R$ 200 bilhões, com pessoas físicas respondendo por 72,9% desse montante.
O mês de janeiro movimentou R$ 11,3 bilhões em aproximadamente 15 milhões de negócios, evidenciando o vigor do mercado. O perfil dos participantes mostra um equilíbrio interessante: investidores institucionais responderam por 39,7% do volume, pessoas físicas por 39,0% e estrangeiros por 17,8%. Esse equilíbrio sugere uma maior democratização do acesso ao mercado e uma base de investidores mais diversificada, fatores que contribuem para a resiliência e a estabilidade do sistema financeiro nacional.
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