Bolsa lança stablecoin lastreada em ativos próprios e planeja 20 novos produtos entre 2026 e 2027
A B3 (B3SA3) prepara-se para dar um passo estratégico no universo das criptomoedas ao anunciar o lançamento de uma stablecoin própria, previsto para o próximo ano.
A iniciativa surge em um momento em que o Drex, projeto de moeda digital do Banco Central, perdeu força, abrindo espaço para novas soluções que conectem o mercado financeiro tradicional à economia digital.
Contexto e motivação do mercado
A demanda por ativos digitais seguros e eficientes para liquidação de operações cresceu significativamente, especialmente após o enfraquecimento do Drex. Luiz Masagão, vice-presidente de produtos e clientes da B3 (B3SA3), destacou que o mercado busca um instrumento confiável para sustentar a expansão da economia digital. Segundo ele, a stablecoin da B3 será lastreada por ativos sob a custódia da própria bolsa, garantindo segurança e transparência, marcas reconhecidas da instituição no mercado brasileiro.
Embora detalhes sobre o lastro da moeda ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que ela seja pareada ao real, facilitando transações e integrando o ambiente financeiro tradicional com o universo digital. O projeto será viabilizado por meio de uma tokenizadora própria, que promete modernizar o mercado de balcão e promover uma verdadeira fusão entre diferentes ambientes de negociação.
Expansão de produtos e inovação
O anúncio foi feito durante o Investor Day, evento anual em que a B3 apresenta suas estratégias e novidades para o futuro. Além da stablecoin, a bolsa planeja lançar pelo menos 20 novos produtos derivativos entre 2026 e 2027, incluindo contratos futuros de petróleo, opções binárias, derivativos de bitcoin e minério de ferro, além de contratos ligados a eventos financeiros. Essa diversificação reforça o compromisso da B3 em acelerar a inovação e ampliar o leque de oportunidades para investidores.
Segundo Masagão, a expansão do portfólio é fundamental para manter o ritmo de crescimento e atender às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico. A estratégia é lançar múltiplos produtos, testando a aceitação do mercado e ajustando a oferta conforme a resposta dos investidores.
Destaque para ETFs e diversificação
Outro ponto relevante é o avanço dos ETFs (fundos de índice) na B3. Desde o início do ano, a bolsa tem registrado o lançamento de, em média, um novo ETF por semana, totalizando 60 opções que abrangem desde renda fixa e ações até criptomoedas e mercados internacionais. O objetivo é ampliar a diversidade de produtos, permitindo que consultores e investidores diversifiquem suas carteiras em diferentes classes de ativos, como ouro, mercados emergentes e tecnologia.
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