Programa de recompra entre 2026 e 2027 visa otimizar retorno e manter política de dividendos
A B3, uma das principais instituições do mercado financeiro brasileiro, anunciou um robusto programa de recompra de até 230 milhões de ações ordinárias, aprovado por seu conselho de administração.
Essa iniciativa, que visa fortalecer a gestão da estrutura de capital e otimizar a devolução de recursos aos acionistas, reforça o compromisso da companhia com a geração de valor para seus investidores. Atualmente, a B3 (B3SA3) conta com cerca de 5,05 bilhões de ações em circulação e mantém aproximadamente 205,8 milhões de papéis em tesouraria. As ações adquiridas poderão ser canceladas, utilizadas em planos de remuneração baseados em ações ou mantidas em tesouraria, conforme a estratégia da empresa. O programa de recompra está previsto para ser executado entre 2 de março de 2026 e 28 de fevereiro de 2027, período em que a companhia buscará aproveitar oportunidades de mercado para maximizar o retorno aos acionistas.
Solidez financeira e impacto para o investidor
A B3 destaca sua sólida posição financeira, com cerca de R$ 705 milhões em reservas de capital e R$ 5,24 bilhões em reservas de lucro. Segundo a companhia, a execução do programa de recompra não comprometerá o cumprimento de obrigações com credores nem o pagamento dos dividendos obrigatórios, o que transmite segurança adicional ao investidor. Além disso, o conselho aprovou a celebração de contratos de equity swap, ampliando as alternativas de gestão de capital e potencializando a flexibilidade financeira da empresa.
Projeções para 2026: investimentos e despesas em alta
Olhando para o futuro, a B3 divulgou projeções otimistas para 2026. A companhia estima investimentos entre R$ 260 milhões e R$ 350 milhões, superando o intervalo previsto para 2025, que vai de R$ 240 milhões a R$ 330 milhões. Esse aumento sinaliza a intenção da B3 de continuar inovando e expandindo sua infraestrutura, acompanhando as tendências do mercado financeiro global.
No que diz respeito às despesas ajustadas, a expectativa é de um crescimento, com valores projetados entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,6 bilhões em 2026, acima dos R$ 2,26 bilhões a R$ 2,45 bilhões estimados para 2025. Os desembolsos totais também devem crescer, alcançando entre R$ 3,17 bilhões e R$ 3,61 bilhões em 2026, frente à faixa de R$ 2,84 bilhões a R$ 3,22 bilhões para o ano anterior.
Depreciação, alavancagem e política de dividendos
A B3 projeta que a depreciação e amortização ficará entre R$ 340 milhões e R$ 400 milhões em 2025, subindo para um intervalo de R$ 370 milhões a R$ 430 milhões em 2026. A alavancagem financeira, por sua vez, deve permanecer controlada, com expectativa de até 2,1 vezes em 2025 e até 2,2 vezes em 2026. A política de distribuição de lucros, que prevê a destinação de 90% a 110% do lucro aos acionistas, será mantida, reforçando o perfil de empresa voltada à geração de valor e à remuneração consistente dos investidores.
Análise e perspectivas
O anúncio do programa de recompra e das projeções para 2026 reforça a confiança da B3 em sua capacidade de crescimento sustentável e de geração de valor no longo prazo. Para o investidor atento ao setor financeiro, acompanhar os movimentos estratégicos da B3 é fundamental para identificar oportunidades e avaliar riscos em um cenário de constante transformação.
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