Mercado Financeiro
09/03/2026
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B3 ajusta horários de negociação para alinhar mercado brasileiro ao internacional

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Mudanças impactam ações, BDRs, ETFs, futuros e ampliam negociação de criptomoedas e ouro

A B3, responsável pela administração da bolsa de valores no Brasil, anunciou mudanças importantes nos horários de negociação a partir desta segunda-feira (9), em resposta ao início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa. A medida visa alinhar o mercado brasileiro aos principais centros financeiros globais, promovendo maior eficiência na formação de preços e sincronia internacional.

Novo horário para ações, BDRs e ETFs

Com a alteração, as operações no mercado de ações, BDRs (recibos de empresas estrangeiras) e ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) passam a ocorrer das 10h às 16h55. Essa mudança, comunicada oficialmente pela B3 (B3SA3), impacta diretamente investidores que acompanham o pregão brasileiro e buscam oportunidades em ativos listados.

Contratos futuros e mercado a termo também sofrem ajustes

Os contratos futuros, incluindo futuros de dólar e minicontratos de câmbio, terão agora o horário de negociação das 9h às 18h25. Já o mercado a termo funcionará das 10h às 17h25, enquanto o mercado de opções seguirá o mesmo horário das ações, das 10h às 16h55. Essas adaptações são fundamentais para garantir que o investidor brasileiro possa operar em sintonia com as principais bolsas internacionais, minimizando riscos de arbitragem e ampliando a competitividade do mercado nacional.

Expansão no horário de negociação de criptomoedas e ouro

Março também marca uma novidade relevante para quem investe em futuros de criptomoedas e ouro. A partir desta segunda-feira, esses contratos terão o horário estendido, ficando disponíveis das 8h às 18h30. E, a partir de 20 de abril, o período será ampliado ainda mais, permitindo negociações das 8h às 20h, totalizando 12 horas diárias. Essa ampliação oferece maior flexibilidade para os investidores ajustarem suas posições ao longo do dia, aproveitando a infraestrutura robusta e a segurança regulatória da B3.

Segundo Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, a iniciativa busca democratizar o acesso a esses ativos, proporcionando regras claras, transparência de preços e governança de alto nível. O objetivo é garantir que o investidor brasileiro conte com um ambiente seguro e eficiente para operar, alinhado às melhores práticas internacionais.

Para quem deseja acompanhar de perto o desempenho de ações, BDRs e ETFs diante dessas mudanças de horário, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos principais ativos negociados na bolsa, facilitando a análise e a tomada de decisão estratégica.

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