Oferta de dívida fortalece reestruturação; cronograma de ações na B3 é postergado para fevereiro de 2026
A Azul (AZUL53) acaba de movimentar o mercado financeiro internacional ao anunciar o fechamento de uma robusta oferta privada no exterior, totalizando US$ 1,375 bilhão em títulos de dívida.
O comunicado, divulgado na última sexta-feira (6), revela que a operação foi conduzida por meio da subsidiária Azul Secured Finance LLP, sediada em Delaware, e envolveu a emissão de títulos seniores com garantia prioritária, remuneração anual de 9,875% e vencimento previsto para 2031.
Contexto e objetivos da captação
A iniciativa faz parte do plano de reestruturação financeira da companhia, aprovado no âmbito do Chapter 11 da lei de falências dos Estados Unidos. Os recursos captados serão fundamentais para viabilizar o chamado financiamento de saída, etapa crucial para a Azul consolidar sua recuperação e fortalecer sua posição no setor aéreo global.
Regulação e restrições
A Azul destacou que os títulos emitidos não foram e não serão registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Securities and Exchange Commission (SEC) ou em outras jurisdições regulatórias. Além disso, não houve oferta ou venda dos papéis no Brasil, exceto em situações que não caracterizem oferta pública, reforçando o caráter restrito e internacional da operação.
Mudanças no cronograma de oferta de ações
No mesmo dia, a companhia também comunicou alterações importantes no cronograma de sua oferta de ações. A reunião do conselho de administração para homologação do aumento de capital foi adiada de 11 para 18 de fevereiro de 2026. Consequentemente, a data de liquidação das cestas de ações passou de 19 para 20 de fevereiro, enquanto o início das negociações dos papéis na B3 foi postergado de 20 para 23 de fevereiro. A oferta prevê a distribuição primária de até 3,41 quatrilhões de ações ordinárias, um volume expressivo que pode impactar significativamente a liquidez e o perfil acionário da empresa.
Análise e perspectivas
Segundo a Azul, as mudanças no cronograma visam aprimorar as condições da oferta, beneficiando os investidores ao reduzir o intervalo entre eventos relevantes do processo. O movimento evidencia a busca da companhia por maior eficiência e transparência em sua reestruturação, ao mesmo tempo em que sinaliza ao mercado sua disposição em ajustar estratégias conforme o cenário evolui.
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