Transformação da Eletrobras impulsiona alta de 25% em acionistas e dividend yield de até 16% até 2030
A transformação da Eletrobras em Axia Energia (AXIA3) marcou um novo capítulo para a companhia, que não apenas mudou de nome, mas também acelerou sua política de distribuição de dividendos.
O movimento, que ganhou força no final de outubro, já se reflete no interesse crescente dos investidores: só naquele mês, mais de 24,5 mil novos acionistas passaram a integrar a base da empresa, elevando o total para quase 120 mil investidores, segundo dados da B3. Esse salto de mais de 25% em apenas um mês evidencia o apetite do mercado por ativos com forte potencial de retorno.
O que impulsiona esse crescimento é, sobretudo, a expectativa de que a Axia Energia se consolide como uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira nos próximos anos. A antiga Eletrobras, que tradicionalmente remunerava seus acionistas apenas uma vez ao ano, já realizou três pagamentos em 2025 e tem mais um agendado para dezembro. O volume distribuído em 2025 já ultrapassa R$ 12 bilhões, somando dividendos referentes tanto ao exercício de 2024 quanto ao de 2025. O último anúncio, feito após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, prevê um provento de R$ 1,88 por ação, a ser pago em 19 de dezembro.
A estratégia da Axia vai além da simples distribuição de lucros. A companhia tem buscado simplificar sua estrutura, eliminar riscos e vender ativos não essenciais, um processo iniciado com a privatização e que, segundo analistas, ainda pode avançar. O objetivo é tornar a geração de caixa mais previsível e robusta, o que sustenta a política de dividendos elevados e recorrentes. Esse novo posicionamento, aliado à melhora dos preços e ao avanço na comercialização de energia, reforça a atratividade do papel para investidores em busca de renda.
As projeções do mercado são ambiciosas. O BTG Pactual estima que a Axia pode distribuir entre R$ 74 bilhões e R$ 85 bilhões em dividendos até 2030, o que representaria um dividend yield de até 16% para os acionistas. O indicador já saltou de 3,71% em 2024 para 10,11% em 2025, colocando a Axia entre as 30 maiores pagadoras de dividendos da B3. Outras casas, como XP Investimentos e Bradesco BBI, também enxergam potencial de longo prazo, especialmente se a empresa mantiver a disciplina na alocação do fluxo de caixa e ampliar a previsibilidade dos pagamentos, possivelmente adotando uma política de dividendos trimestrais.
O desempenho das ações acompanha esse movimento: os papéis ordinários da Axia já acumulam alta de quase 90% no ano, liderando o ranking de novos investidores em outubro. O interesse supera nomes tradicionais como Itaú, Telefônica, Ambipar e Petrobras (PETR4), evidenciando a força da tese de dividendos no atual cenário de mercado.
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