Pagamento em R$ 1,21 por BDR reforça retorno líquido e recomendação de compra do Itaú BBA
A Aura Minerals (AURA33) anunciou a conversão de seus dividendos de dólar para real, utilizando a cotação de R$ 5,07.
Com isso, o pagamento de US$ 0,24 por BDR passa a equivaler a R$ 1,21, valor que será creditado aos investidores em 8 de setembro de 2026. O anúncio, feito em 5 de agosto, reforça o compromisso da companhia em manter uma política de remuneração consistente, mesmo diante das oscilações cambiais.
O dividendo representa um dividend yield acumulado de 4,3% nos últimos 12 meses, um patamar relevante para quem busca renda passiva no mercado de BDRs. Outro ponto de destaque é que não haverá retenção de imposto na fonte no momento do pagamento, o que potencializa o retorno líquido ao investidor.
A estrutura societária da Aura Minerals (AURA33) chama atenção: apesar de ser uma empresa de origem canadense, o controle é brasileiro e a maior parte das operações está concentrada no Brasil. Listada na Bolsa de Toronto e com BDRs negociados na B3, a companhia declara seus dividendos em dólar, refletindo a natureza internacional de seus negócios antes da conversão para reais.
No radar dos analistas, a Aura Minerals segue em evidência. Após reunião com a diretoria da empresa, o Itaú BBA manteve recomendação de compra (outperform) e elevou o preço-alvo para o fim de 2027: US$ 98 por ação da AUGO e R$ 169 por BDR da AURA33. Mesmo com uma revisão para baixo nas projeções de produção para 2026 e uma postura mais cautelosa em relação ao preço do ouro no curto prazo, o banco destaca o potencial de crescimento e ganhos operacionais da mineradora nos próximos anos.
Para quem acompanha o desempenho de empresas listadas no Brasil e no exterior, a ferramenta de Previsão de Dividendos da AUVP Analítica oferece projeções detalhadas sobre pagamentos futuros, facilitando o planejamento de estratégias de renda passiva.