IBC-Br registra melhor desempenho desde janeiro e sinaliza retomada econômica em 2025
A atividade econômica brasileira surpreendeu positivamente em novembro de 2025, sinalizando uma retomada após meses de desempenho tímido.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um termômetro antecipado do PIB, registrou alta de 0,7% no mês, superando as expectativas do mercado, que projetavam um avanço de 0,4%. Este resultado marca o melhor desempenho desde janeiro de 2025, quando o índice havia crescido 1,3%, e interrompe uma sequência de dois meses de retração.
O principal motor desse crescimento foi a indústria, que avançou 0,8% em novembro, acompanhada pelo setor de serviços, com alta de 0,6%. Em contrapartida, a agropecuária apresentou retração de 0,3%, evidenciando a heterogeneidade da recuperação econômica. O dado divulgado pelo Banco Central reforça a resiliência dos setores industrial e de serviços, mesmo diante de um cenário de juros elevados e incertezas globais.
No acumulado de 2025, o IBC-Br já soma alta de 2,4%, sinalizando um ritmo de crescimento consistente, ainda que moderado em relação ao ano anterior. O resultado oficial do PIB de 2025 será divulgado pelo IBGE em março, mas as projeções do Boletim Focus apontam para um crescimento de 2,26% no ano, abaixo dos 3,4% registrados em 2024. Para 2026, o mercado prevê uma desaceleração ainda maior, com expectativa de expansão de apenas 1,80%, reflexo do impacto prolongado dos juros altos sobre a atividade econômica.
O desempenho acima do esperado do IBC-Br em novembro também tem implicações diretas para a política monetária. A perspectiva de início do ciclo de cortes da Selic (SELIC), antes cogitada para janeiro, foi adiada pelo mercado para março. O Banco Central adota postura cautelosa, atento ao risco de pressões inflacionárias decorrentes do maior dinamismo econômico. Assim, investidores e analistas acompanham de perto os próximos passos do Copom, avaliando como o equilíbrio entre crescimento e controle de preços irá moldar o cenário de juros em 2026.
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