Vendas do iPhone crescem 23%, impulsionando receita e valorização das ações na Nasdaq
A Apple surpreende o mercado ao divulgar os resultados do primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em dezembro de 2025, com números que reforçam sua posição de liderança no setor de tecnologia.
O lucro líquido atingiu US$ 42,1 bilhões, ou US$ 2,84 por ação diluída, superando as expectativas dos analistas, que previam US$ 2,67 por ação. Esse desempenho robusto impulsionou o otimismo dos investidores, refletido na valorização das ações da companhia na Nasdaq, que subiram 1% no after market, cotadas a cerca de US$ 260 cada.
Receita em alta e força do iPhone
O destaque do trimestre ficou por conta da receita total, que avançou 16% e alcançou US$ 143,7 bilhões, superando as projeções do mercado, que giravam em torno de US$ 138,4 bilhões. O grande motor desse crescimento foi, mais uma vez, o iPhone. As vendas do principal produto da Apple saltaram 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando impressionantes US$ 85,2 bilhões. O sucesso é atribuído à forte demanda global pelos modelos iPhone 17, lançados em setembro, especialmente em mercados estratégicos.
Expansão asiática e base ativa recorde
O desempenho da Apple no mercado asiático foi particularmente expressivo. As vendas na China continental, Hong Kong e Taiwan cresceram 38% no trimestre, totalizando US$ 25,5 bilhões. Esse avanço evidencia a capacidade da empresa de capturar oportunidades em regiões de alto potencial de consumo. Segundo Tim Cook, CEO da Apple, a base ativa de dispositivos da companhia já chega a 2,5 bilhões de unidades, entre iPhones, Macs e outros produtos, um salto significativo em relação aos 2,35 bilhões registrados no início do ano.
Desafios em inteligência artificial
Apesar dos resultados financeiros sólidos, a Apple ainda enfrenta questionamentos quanto ao ritmo de investimentos em inteligência artificial. Em comparação com outras gigantes do setor, como a Meta Platforms, a empresa tem sido mais conservadora em suas apostas em IA, o que pode representar um desafio competitivo no médio prazo, considerando a crescente relevância dessa tecnologia para o futuro do setor.
Retorno ao investidor e perspectiva de longo prazo
O histórico de valorização das ações da Apple impressiona: um investimento de R$ 1 mil em AAPL34 há dez anos teria se transformado em R$ 13.922,40, considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar. Para efeito de comparação, o ETF IVVB11, que replica o S&P 500, teria retornado R$ 4.889,90 no mesmo período. Esses números reforçam a atratividade da Apple como ativo de longo prazo, mesmo diante dos desafios tecnológicos e da concorrência acirrada.
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