Lucro líquido trimestral cai quase 10%, mas lucro anual avança 7,7% em cenário desafiador
A Ambev (ABEV3) encerrou o quarto trimestre de 2025 enfrentando desafios relevantes
A Ambev (ABEV3) encerrou o quarto trimestre de 2025 enfrentando desafios relevantes, com uma queda de quase 10% no lucro líquido, mesmo diante do avanço da receita líquida orgânica e da expansão da margem anual. O balanço divulgado pela companhia revela que o lucro líquido do período foi de R$ 4,529 bilhões, uma retração de 9,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O lucro líquido ajustado também apresentou queda, somando R$ 4,619 bilhões, 8% abaixo do registrado no quarto trimestre de 2024.
No acumulado de 2025, a Ambev conseguiu reverter parte desse cenário, reportando um lucro líquido de R$ 15,988 bilhões, alta de 7,7% na comparação anual. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 15,115 bilhões, crescimento de 1,6% sobre o ano anterior. Apesar desses avanços, os volumes totais comercializados caíram 3,6% no quarto trimestre e 3,3% no ano, refletindo um ambiente de consumo mais desafiador e pressão sobre custos.
O desempenho por região mostra retração no Brasil, com queda de 3,7% nos volumes totais, sendo -2,6% em cerveja e -6,6% em bebidas não alcoólicas. América Latina Sul e Canadá também registraram recuos, enquanto América Central e Caribe teve leve alta de 0,4%. No consolidado do ano, todas as operações apresentaram queda de volume, evidenciando um cenário global menos favorável para o setor.
Apesar da redução nos volumes, a receita líquida orgânica cresceu 4,8% no quarto trimestre, impulsionada principalmente pelo aumento de 8,7% na receita líquida por hectolitro. O Ebitda ajustado subiu 1,3% no período, mas tanto a margem bruta quanto a margem Ebitda ajustada recuaram, indicando que a pressão de custos ainda impacta a rentabilidade da companhia.
O fluxo de caixa operacional também sentiu os efeitos desse contexto, somando R$ 13,25 bilhões no trimestre, queda de 4,8%. No acumulado do ano, o fluxo de caixa foi de R$ 24,45 bilhões, retração de 6,3%, reflexo direto da menor geração de capital de giro devido à queda nos volumes.
Em meio a esse cenário, a Ambev anunciou um robusto programa de retorno ao acionista, com previsão de aproximadamente R$ 20 bilhões a serem distribuídos em 2025 por meio de recompra de ações, dividendos e juros sobre capital próprio. O conselho aprovou o pagamento da primeira parcela de JCP de 2025, no valor de R$ 1,2 bilhão, com pagamento previsto para abril de 2026.
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