Conflito no Oriente Médio e medidas do governo impactam inflação, juros e ações no Brasil
Cenário econômico brasileiro e internacional em destaque na semana
A semana que se inicia, apesar de mais curta devido ao feriado da Sexta-Feira Santa, promete movimentar o cenário econômico brasileiro com uma série de indicadores relevantes e decisões que podem impactar diretamente consumidores e investidores. O contexto internacional segue tenso, com o conflito no Oriente Médio permanecendo no centro das atenções. Estados Unidos, Irã e Israel ainda não chegaram a um acordo de cessar-fogo, e a recente decisão do Irã de controlar militarmente o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo — eleva a preocupação global sobre o preço da commodity.
Esse movimento já pressiona o valor do petróleo, impulsionando ações do setor, mas também reacende o temor de uma nova onda inflacionária global, o que reduz as apostas em cortes de juros nos principais mercados. No Brasil, o governo federal busca mitigar os efeitos da alta do petróleo sobre o consumidor, cortando impostos federais sobre o diesel e solicitando que os estados façam o mesmo. O prazo para a decisão dos estados termina nesta segunda-feira, e a expectativa é de que medidas adicionais possam ser anunciadas para conter a alta dos combustíveis e da energia elétrica, incluindo um possível crédito de R$ 7 bilhões para distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O mercado, atento a esses desdobramentos, já revisa para cima as projeções de inflação e reduz as expectativas de cortes na taxa Selic (SELIC) para 2026. Essas estimativas serão atualizadas com a divulgação do Boletim Focus nesta segunda-feira, trazendo um novo panorama para investidores e analistas. Além disso, o Banco Central publica estatísticas monetárias e de crédito de fevereiro, incluindo a taxa de inadimplência, oferecendo um retrato atualizado da saúde financeira dos bancos brasileiros.
Outros dados importantes da semana incluem os resultados do Caged, produção industrial e contas públicas, além da reta final da temporada de balanços do quarto trimestre de 2025, que segue no radar do mercado. Nos Estados Unidos, a atenção se volta para uma bateria de indicadores do mercado de trabalho, como o relatório Jolts, criação de empregos no setor privado, pedidos de seguro-desemprego e o payroll, que, mesmo divulgado durante o feriado, pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve sobre juros.
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