BDRs da Nike disparam com alta demanda pelo produto; Grupo SBF recua no Brasil
O desempenho das ações da Nike (NIKE34) chamou atenção dos investidores nesta segunda-feira, com os BDRs da gigante esportiva registrando alta de 2% por volta do meio-dia, aproximando-se dos R$ 34,60. O movimento, que poderia ser atribuído à força natural da marca, teve um catalisador inusitado: uma imagem viral do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, usando um conjunto de moletom Nike Tech Fleece durante sua captura.
O impacto da imagem foi imediato. O modelo cinza, que ultrapassa R$ 1,6 mil nas lojas brasileiras, rapidamente esgotou em diversos mercados, incluindo a Espanha, onde a própria Nike já não prevê reposição em curto prazo. No Brasil, restam poucas opções, majoritariamente femininas, com preços elevados – a jaqueta por R$ 750 e a calça por R$ 655, segundo a marca.
A viralização da foto impulsionou as buscas pelo produto, com o Google registrando um salto de 400% nas pesquisas relacionadas apenas no domingo. Esse fenômeno demonstra como eventos midiáticos e figuras públicas podem influenciar diretamente o apetite do consumidor e, por consequência, o desempenho das ações de grandes companhias globais.
Enquanto isso, o Grupo SBF (SBFG3), representante da Nike no Brasil, seguiu em direção oposta no pregão. As ações da empresa recuaram mais de 1,5%, ficando abaixo de R$ 12,50, mesmo sem notícias negativas ou anúncios relevantes no dia. O mercado agora volta suas atenções para o próximo balanço trimestral da companhia, que será fundamental para avaliar o desempenho do quarto trimestre de 2025.
Esse episódio evidencia a sensibilidade do mercado a fatores externos e à força do branding, especialmente em tempos de alta exposição digital. Para investidores que desejam acompanhar de perto o desempenho de empresas do setor de vestuário esportivo, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada de múltiplos indicadores, facilitando decisões fundamentadas e estratégicas.