JP Morgan eleva recomendação e preço-alvo, destacando potencial de valorização e impactos regulatórios
Valorização das ações da Isa Energia (ISAE4) no Ibovespa
As ações da Isa Energia (ISAE4) protagonizaram uma forte valorização no Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira, refletindo o otimismo renovado do mercado após uma revisão significativa do JP Morgan. Por volta das 11h48, os papéis subiam 5,78%, cotados a R$ 28,74, liderando os ganhos do índice e atraindo a atenção de investidores atentos a oportunidades de retorno expressivo.
O movimento foi impulsionado por uma dupla elevação na recomendação do ativo, que passou de underweight para overweight, além do aumento do preço-alvo para o fim de 2026, de R$ 26,50 para R$ 30. Essa projeção sugere um potencial de retorno total próximo a 20%, segundo o banco, que destaca ainda haver espaço para valorização não precificada, especialmente diante de fatores regulatórios, litígios em andamento e o cenário macroeconômico brasileiro.
A análise do JP Morgan ressalta que a taxa interna de retorno real da Isa Energia, atualmente em 9,8%, ainda não incorpora plenamente os impactos positivos esperados: um ganho de 3% advindo de mudanças regulatórias, uma valorização potencial entre 23% e 33% relacionada à resolução de litígios e um acréscimo de 3% no lucro por ação em caso de queda de 1 ponto percentual na taxa Selic (SELIC) . Esses elementos reforçam a tese de que o ativo pode surpreender positivamente, caso os desdobramentos sejam favoráveis.
Apesar da alta de 30% acumulada no ano, as ações da Isa Energia ainda estão cerca de 30 pontos percentuais abaixo do desempenho médio do setor elétrico. O JP Morgan atribui esse resultado inferior à ausência de gatilhos recentes, ao progresso limitado nas negociações judiciais com o governo de São Paulo e à expectativa de postergação nos cortes de juros, fatores que mantiveram o papel aquém do potencial observado em concorrentes.
No centro das discussões está o litígio envolvendo o fundo de pensão dos funcionários, cujos custos anuais variam entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. A Isa Energia reivindica que tais valores são de responsabilidade do Estado, embora venha arcando com eles há duas décadas, acumulando cerca de R$ 3 bilhões em créditos. O banco pondera que um eventual acordo pode envolver descontos sobre o valor ajustado e que os pagamentos futuros ainda representariam um VPL negativo de 6% no cenário-base, o que justifica uma postura cautelosa quanto a uma resolução no curto prazo, especialmente diante do calendário eleitoral em São Paulo.
Para investidores que buscam monitorar o desempenho de empresas do setor elétrico e identificar oportunidades de valorização, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada de múltiplos indicadores, facilitando decisões fundamentadas em dados atualizados e projeções de mercado.