Novo limite de preços para leilões de reserva impacta negativamente expectativas e mercado da Eneva
A Eneva (ENEV3) enfrentou um dos dias mais desafiadores na bolsa de valores nesta terça-feira, com suas ações despencando mais de 18% e sendo negociadas próximas a R$ 18, segundo dados da B3. O movimento abrupto ocorreu logo após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgar o novo teto de preços para os leilões de reserva de capacidade, surpreendendo negativamente o mercado.
Contexto regulatório e impacto imediato
A Aneel estabeleceu que os novos empreendimentos termelétricos terão preço máximo de R$ 182 por megawatt-hora (MWh) produzido, enquanto para usinas já existentes o teto será de R$ 128/MWh. Essas cifras ficaram muito aquém das expectativas dos analistas, que projetavam valores entre R$ 220/MWh e R$ 300/MWh. O anúncio forçou uma reavaliação das perspectivas para o setor e, especialmente, para a Eneva (ENEV3) , que era vista como uma das principais beneficiárias do leilão.
Reação do mercado e revisão de expectativas
Diversas gestoras e casas de análise vinham recomendando a Eneva, destacando seu acesso privilegiado ao gás, infraestrutura consolidada e custos operacionais competitivos. O UBS BB, por exemplo, havia elevado o preço-alvo das ações para R$ 27 na semana anterior, projetando um potencial de valorização de quase 30%. O relatório ressaltava que a companhia estava bem posicionada para transformar preços mais altos em contratos vantajosos, graças à sua eficiência e ao fato de não depender de transporte de gás terceirizado.
No entanto, a decisão da Aneel mudou drasticamente o cenário. Caso os valores sejam confirmados em votação ainda nesta terça-feira, o impacto pode ser bastante negativo para a companhia, como alertou o próprio UBS BB. O leilão, previsto para o próximo mês, deve atrair outros concorrentes e aumentar a pressão sobre as margens da Eneva.
Análise de desempenho e perspectivas
Apesar do tombo recente, o desempenho acumulado da Eneva no último ano permanece robusto: as ações valorizaram mais de 55%, elevando o valor de mercado da empresa para R$ 35 bilhões. Esse histórico reforça a resiliência do ativo, mas o novo teto de preços impõe desafios relevantes para o futuro próximo, exigindo atenção redobrada dos investidores.
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