Azul anuncia emissão de ações para fortalecer caixa em recuperação judicial nos EUA, impactando mercado
A sexta-feira foi marcada por forte volatilidade nas ações da Azul (AZUL54), uma das maiores companhias aéreas do Brasil, que registraram queda expressiva de 33,8% na B3. Por volta das 14h, os papéis eram negociados a R$ 2.260, refletindo o impacto direto da nova emissão de ações anunciada pela companhia para reestruturar seu capital.
O movimento do mercado é uma resposta à decisão da Azul de emitir 723,9 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de preferenciais, em uma estratégia para fortalecer o caixa e enfrentar o delicado momento financeiro. Os valores fixados para a subscrição — R$ 0,00013527 por ação ordinária e R$ 0,01014509 por preferencial — totalizam um potencial de captação de R$ 7,4 bilhões. Para facilitar a negociação, os papéis serão vendidos em blocos: cada lote de 1 milhão de ações ordinárias custará R$ 135,27, enquanto 10 mil preferenciais sairão por R$ 101,45.
Desde terça-feira, os investidores acompanham a negociação dos papéis sob o novo ticker AZUL54. É importante destacar que, para entender o preço real de cada ação, é necessário dividir o valor exibido na tela pelo número de ações do lote, o que pode confundir investidores menos atentos.
O contexto dessa operação é ainda mais sensível porque a Azul está em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, sob o regime do Chapter 11. A medida busca dar fôlego à companhia para reorganizar suas finanças e manter as operações, em um cenário de desafios para o setor aéreo brasileiro. A Azul se tornou a terceira empresa do segmento a recorrer a esse instrumento nos últimos anos, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelo setor.
O impacto da reestruturação já foi sentido no valor de mercado da empresa. Na terça-feira, primeiro dia de negociações com o novo ticker, o lote de ações despencou de R$ 6.432 para R$ 3.732, sinalizando a cautela dos investidores diante das incertezas.
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