Projeção do Dieese destaca impacto no consumo, comércio e investimentos para trabalhadores formais
O 13º salário, tradicionalmente aguardado pelos trabalhadores brasileiros com carteira assinada, promete injetar quase R$ 370 bilhões na economia nacional em 2025, segundo projeções do Dieese. Este volume expressivo de recursos não apenas reforça o poder de compra das famílias, mas também movimenta setores estratégicos do comércio e serviços, impulsionando o ciclo econômico no final do ano.
Contexto e prazos para o pagamento
A legislação trabalhista brasileira garante o pagamento do 13º salário a todos os trabalhadores formais, aposentados e pensionistas do INSS. Em 2025, a segunda parcela do benefício deve ser depositada até 19 de dezembro, enquanto a primeira já teve seu prazo encerrado em 28 de novembro. O valor médio recebido por trabalhador deve alcançar R$ 3.512, considerando as duas parcelas. Importante ressaltar que quem trabalhou ao menos 15 dias em um mês tem direito ao valor proporcional, enquanto aposentados e pensionistas continuam recebendo o benefício de forma antecipada.
Impacto econômico e distribuição de renda
A injeção de R$ 369,4 bilhões representa um fôlego significativo para o consumo interno, especialmente em um cenário de recuperação econômica. O 13º salário é tradicionalmente utilizado para quitar dívidas, realizar compras de fim de ano e, cada vez mais, para investimentos e formação de reserva financeira. Esse movimento contribui para a redução da inadimplência e estimula o giro do varejo, além de fortalecer a arrecadação tributária.
Potencial de investimento do 13º salário
Para quem busca multiplicar o valor recebido, investir o 13º salário pode ser uma estratégia inteligente. Considerando o valor médio de R$ 3.512, aplicações em renda fixa apresentam diferentes perspectivas de retorno. A tradicional poupança, apesar da facilidade e isenção de imposto de renda, tende a render menos: em 12 meses, o saldo projetado seria de R$ 3.802,79, chegando a R$ 5.227,52 em cinco anos.
Já o Tesouro Selic, reconhecido pela segurança e liquidez diária, oferece ganhos superiores mesmo após o desconto do imposto de renda. Em um ano, o valor aplicado pode chegar a R$ 3.912,37, com projeção de R$ 6.025,32 em cinco anos, representando uma valorização de mais de 80% no período. Outra alternativa, o CDB atrelado a 105% do CDI, pode proporcionar retorno ainda maior: R$ 3.951,00 em 12 meses e R$ 6.328,74 em cinco anos, desde que o investidor escolha opções com liquidez diária e boa avaliação de risco.
Análise e tendências para o investidor
O cenário atual reforça a importância da educação financeira e do planejamento para o uso do 13º salário. Com a inflação sob controle e taxas de juros ainda atrativas para a renda fixa, o momento é propício para quem deseja iniciar ou ampliar sua carteira de investimentos. A escolha entre poupança, Tesouro Direto ou CDB deve considerar o perfil do investidor, objetivos de curto e longo prazo e a necessidade de liquidez.
Para quem deseja comparar o potencial de retorno entre diferentes aplicações, a ferramenta de Simulador de Rentabilidade da AUVP Analítica permite projetar cenários personalizados e tomar decisões mais embasadas sobre onde investir o 13º salário de forma eficiente.