Conselho da Warner opta por segurança e liquidez em disputa bilionária entre Paramount e Netflix
A Warner Bros, uma das gigantes globais do entretenimento, movimentou o mercado ao anunciar a rejeição da oferta hostil feita pela Paramount para aquisição de seus ativos.
O Conselho de Administração da Warner optou por manter as negociações com a Netflix, que foi a primeira a apresentar uma proposta formal de compra, sinalizando uma preferência estratégica por segurança e liquidez em meio à disputa bilionária.
Contexto da disputa: Paramount x Netflix
A proposta da Paramount, que superou a oferta inicial da Netflix, chegou a impressionantes US$ 108,4 bilhões, equivalente a cerca de US$ 30 por ação. O pacote incluía não apenas os ativos de cinema, mas também os canais de televisão da Warner, tornando a transação ainda mais robusta. Para garantir a operação, a Paramount se comprometeu inclusive a arcar com a multa contratual, contando com o respaldo de empresários, fundos de investimento e outras empresas do setor.
Apesar do valor elevado, o conselho da Warner classificou a oferta da Paramount como "ilusória" e repleta de riscos significativos. Entre os principais pontos de preocupação, destacou-se a necessidade de aprovações regulatórias globais, que poderiam atrasar a conclusão do negócio por até 18 meses, além da ausência de garantias concretas de financiamento de capital.
A escolha pela Netflix
A Warner justificou a preferência pela proposta da Netflix ressaltando a solidez e a segurança do acordo, mesmo que o valor não tenha superado o da Paramount. Segundo comunicado oficial, a união entre as duas empresas promete ampliar o alcance das franquias icônicas da Warner, fortalecer o portfólio de conteúdos e impulsionar o crescimento sustentável a longo prazo. A expectativa é que a integração das operações permita à comunidade criativa atingir públicos ainda maiores, sem sobreposição de negócios.
Reação do mercado e perspectivas
Na manhã desta quarta-feira (17), os BDRs da Warner negociados na B3 registraram queda de quase 1%, cotados a R$ 157 por volta das 11h. Apesar da leve baixa no mercado brasileiro, a companhia vive um momento de forte valorização na Nasdaq, onde suas ações acumulam alta superior a 170% desde o início do ano, elevando o valor de mercado para R$ 71,6 bilhões.
O cenário evidencia o apetite dos investidores por ativos do setor de mídia e entretenimento, especialmente diante de movimentos estratégicos que podem redefinir o equilíbrio de forças globais. O desfecho das negociações entre Warner, Netflix e Paramount será determinante para o futuro do streaming e da produção audiovisual internacional.
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