Lucro trimestral de R$129 mi contrasta com prejuízo anual de R$2,9 bi; mudanças na governança e defesa comercial em foco
A Usiminas (USIM5) surpreendeu o mercado ao registrar um lucro líquido de R$ 129 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 117 milhões do mesmo período do ano anterior. Apesar desse desempenho positivo no trimestre, o acumulado de 2025 ainda revela um cenário desafiador: a companhia encerrou o ano com prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões, contraste marcante em relação ao lucro de R$ 3 milhões obtido em 2024.
Desempenho operacional e desafios do setor O Ebitda ajustado da Usiminas (USIM5) entre outubro e dezembro somou R$ 417 milhões, representando uma queda de 19% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 7%, recuando 1,2 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2024. Já a receita líquida atingiu R$ 6,175 bilhões, uma retração de 5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Esses números refletem o ambiente competitivo e os desafios enfrentados pela indústria siderúrgica nacional, especialmente diante do aumento das importações de aço chinês.
Importação de aço chinês e defesa comercial Segundo o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, a principal preocupação do setor segue sendo a concorrência com o aço importado da China. As investigações antidumping reforçam a necessidade de medidas de defesa comercial mais rigorosas para proteger a indústria local de produtos subsidiados, que pressionam margens e dificultam a recuperação financeira das empresas brasileiras.
Evolução financeira e estrutura de capital No campo financeiro, a Usiminas apresentou um resultado líquido negativo de R$ 9 milhões, mas esse valor representa uma melhora expressiva de 87,8% em relação às perdas do quarto trimestre de 2024. Outro destaque foi a reversão do quadro de endividamento: ao final de dezembro de 2025, a companhia registrava caixa líquido de R$ 444 milhões, revertendo a dívida líquida de R$ 937 milhões observada um ano antes. Essa evolução sinaliza uma gestão mais eficiente dos recursos e maior resiliência diante das adversidades do mercado.
Mudanças na governança corporativa Além dos resultados financeiros, a Usiminas anunciou mudanças importantes em sua governança. Alberto Ono e Tatsuya Miyahara renunciaram aos cargos de membros titular e suplente do Conselho de Administração, respectivamente. Para ocupar a presidência do colegiado, foi eleito Elias de Matos Brito, movimento que pode trazer novos rumos estratégicos para a companhia em um momento de transformação do setor.
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