Companhia aumenta distribuição de proventos e prevê crescimento em receita, Ebitda e fluxo de caixa
A Tim (TIMS3) surpreendeu o mercado nesta terça-feira ao anunciar um novo guidance para 2026, reforçando seu compromisso com a geração de valor ao acionista e a distribuição de renda passiva.
A companhia elevou sua projeção de distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) para um patamar entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,5 bilhões, o que representa um crescimento de pelo menos 15% em relação ao guidance anterior, que previa cerca de R$ 4,6 bilhões anuais entre 2025 e 2027.
Esse movimento projeta um Dividend Yield (DY) de 8% para 2026, considerando o preço atual das ações, segundo análise da XP. O novo guidance não apenas aumenta a atratividade dos papéis da Tim (TIMS3), sob a ótica de retorno em caixa, mas também sinaliza a confiança da gestão na capacidade de geração sustentável de fluxo de caixa livre e na disciplina financeira da companhia.
O que está por trás desse aumento expressivo? A Tim fundamenta sua revisão positiva na expectativa de que as receitas de serviços crescerão acima da inflação em 2026, impulsionando os resultados operacionais. O guidance divulgado prevê um avanço de aproximadamente 5% na receita de serviços e uma elevação de até 8% no Ebitda. Além disso, a empresa projeta um crescimento de até 14% no fluxo de caixa operacional, mesmo com um plano robusto de investimentos que pode chegar a R$ 4,6 bilhões no ano.
A estratégia da Tim para sustentar esse crescimento está ancorada na manutenção da liderança em telefonia móvel, na retomada do crescimento em banda larga e no fortalecimento do segmento B2B, com foco em soluções de maior valor agregado. A expansão do Ebitda, por sua vez, deve ser impulsionada pela disciplina nas despesas, digitalização dos processos e ganhos concretos com o uso de Inteligência Artificial. A companhia destaca ainda a importância da alocação eficiente de capital, voltada para qualidade e evolução tecnológica, como fator-chave para o avanço do fluxo de caixa operacional e, consequentemente, para a aceleração da remuneração aos acionistas.
O guidance para 2026 detalha: crescimento de aproximadamente 5% na receita de serviços, alta de 6% a 8% no Ebitda, capex nominal entre R$ 4,4 bilhões e R$ 4,6 bilhões, avanço de 11% a 14% no fluxo de caixa operacional e distribuição de R$ 5,3 bilhões a R$ 5,5 bilhões em proventos.
Para o investidor atento ao potencial de renda passiva e à solidez financeira das empresas, acompanhar a evolução dos dividendos e o desempenho operacional da Tim pode ser decisivo. A plataforma AUVP Analítica oferece a ferramenta de Previsão de Dividendos, que permite ao investidor projetar cenários e identificar oportunidades em empresas com histórico consistente de distribuição de proventos, como a TIMS3.