Lucro líquido cresce 27,9% e receita de serviços móveis atinge R$ 6,3 bi, impulsionada por planos pós-pagos
A TIM S.A. (TIMS3) surpreendeu o mercado ao apresentar um lucro líquido recorde de R$ 1,43 bilhão no quarto trimestre de 2025, um salto expressivo de 27,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho robusto reflete não apenas a força operacional da companhia, mas também a eficácia de sua estratégia focada no segmento de serviços móveis, especialmente nos planos pós-pagos, que continuam a impulsionar a receita e consolidar a liderança da operadora no setor de telecomunicações brasileiro.
O Ebitda da TIM S.A. (TIMS3) também atingiu patamar histórico, alcançando R$ 3,67 bilhões no trimestre. Esse avanço é resultado direto de uma gestão mais eficiente dos custos operacionais, que caíram 1,1% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 3,2 bilhões. A redução dos custos reforça o compromisso da empresa com a disciplina financeira e o controle rigoroso do caixa, elementos essenciais para sustentar o crescimento em um ambiente de alta competitividade.
O grande destaque do trimestre, no entanto, foi a receita de serviços móveis, que atingiu R$ 6,3 bilhões. Esse resultado foi impulsionado pelo vigor dos planos pós-pagos, que não apenas superaram a inflação, mas também elevaram o patamar de rentabilidade da TIM. A estratégia de priorizar clientes de maior valor agregado mostra-se acertada, garantindo receitas mais previsíveis e margens superiores.
Mesmo com uma leve redução de 2% nos investimentos, que somaram R$ 1,34 bilhão devido a uma menor alocação em infraestrutura de rede, a TIM reafirmou sua posição de vanguarda ao se tornar a primeira operadora a atingir a marca de 1.000 cidades cobertas com tecnologia 5G no Brasil. Esse feito reforça o compromisso da companhia com a inovação e a expansão da conectividade de alta velocidade, fatores decisivos para manter a relevância no mercado e atrair novos clientes.
No encerramento de 2025, a TIM registrou uma posição de caixa de R$ 5,88 bilhões, um avanço de 3,4% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o endividamento líquido chegou a R$ 16,99 bilhões, um aumento de R$ 791 milhões na comparação anual, refletindo o ritmo acelerado de investimentos e expansão.
Para o investidor de longo prazo, o histórico da TIM é ainda mais relevante: quem aplicou R$ 1 mil na companhia há dez anos, com reinvestimento de dividendos, teria hoje R$ 6.609,60, superando inclusive o retorno do Ibovespa (IBOV) no mesmo período. Esse desempenho reforça a atratividade do papel para quem busca crescimento consistente aliado à distribuição de proventos.
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