Contrato de 60 meses com Shopee reduz vacância e fortalece receita do fundo imobiliário
O fundo imobiliário Tellus Rio Bravo (TRBL11) surpreendeu o mercado ao anunciar a locação integral de seu imóvel logístico em Contagem (MG) para a Shopee, por meio da SHPX Logística.
O impacto imediato foi sentido nas cotas do fundo, que avançaram 11,08% no pregão desta quinta-feira (19), encerrando o dia cotadas a R$ 78,20. O novo contrato garante ocupação de 100% da área bruta locável (ABL) do ativo, devolvendo ao fundo uma receita recorrente robusta e reduzindo a vacância física para apenas 3,3% — um patamar considerado saudável e competitivo no segmento logístico nacional.
Contexto e disputa contratual
O imóvel em questão esteve no centro das atenções do mercado após a rescisão unilateral do contrato atípico pelos Correios, antigo inquilino. O episódio levou o fundo a buscar uma multa superior a R$ 330 milhões, transformando o ativo em foco de uma disputa jurídica relevante. A nova locação, portanto, representa um marco de recuperação operacional para o TRBL11. O contrato firmado com a Shopee tem duração de 60 meses e valores alinhados ao mercado logístico da região metropolitana de Belo Horizonte, com o primeiro recebimento previsto para maio. O impacto estimado é de R$ 0,26 por cota ao mês, reforçando a atratividade do fundo para investidores em busca de renda passiva consistente.
Peso estratégico da Shopee
Com a entrada da Shopee, a varejista asiática passa a responder por 34,4% da receita imobiliária contratada do TRBL11, evidenciando a relevância de grandes inquilinos na composição do portfólio do fundo. Esse movimento fortalece a estrutura de receitas e reduz riscos de vacância prolongada, além de sinalizar confiança dos grandes players logísticos na qualidade do ativo.
Recuperação acelerada e análise de mercado
Segundo Anita Scal, sócia e diretora de Investimentos Imobiliários da Rio Bravo Investimentos, a locação foi resultado de um plano estratégico bem definido desde a desocupação do imóvel. A expectativa inicial era de comercialização em até 12 meses, mas a ocupação integral ocorreu antes do prazo, comprovando a competitividade técnica do galpão e sua aderência às demandas operacionais do setor. Vale destacar que a região metropolitana de Belo Horizonte encerrou 2025 com vacância próxima de 6%, mantendo-se como um dos principais polos logísticos do país.
Perspectivas para cotistas e investidores
Para os cotistas do TRBL11, o anúncio representa o fim de uma incerteza relevante e a retomada do fluxo de receitas em um ativo que havia se tornado um ponto de pressão para o fundo. O cenário reforça a importância de uma gestão ativa e estratégica na administração de ativos logísticos, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e exigente.
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