Meta é abrir 3 lojas por mês e diversificar pontos de venda até 2030, ampliando presença nacional
O mercado brasileiro de fast food segue em plena ebulição, atraindo gigantes internacionais que enxergam no país um terreno fértil para expansão. Entre as redes que apostam alto nesse potencial está a Taco Bell, tradicional marca de comida mexicana fundada nos Estados Unidos, que acaba de iniciar uma nova fase em sua trajetória nacional. A mudança de comando, com a Yum Brands assumindo diretamente a operação no Brasil, marca um divisor de águas para a estratégia da rede no país.
Novo comando, nova ambição
A transição da gestão, antes nas mãos do empresário Carlos Wizard, para a própria Yum Brands — holding global responsável pela criação e expansão da Taco Bell nos EUA — sinaliza uma guinada ambiciosa. Segundo Tito Barroso, CEO da Taco Bell Brasil, a meta é clara: acelerar o ritmo de inaugurações e ampliar a presença da marca em território nacional. O plano prevê a abertura de pelo menos três novas unidades por mês, um salto significativo diante das atuais 34 lojas, concentradas majoritariamente em São Paulo.
Expansão agressiva e descentralização
A estratégia de crescimento não se limita à quantidade de lojas. A Taco Bell pretende diversificar seus pontos de venda, investindo em unidades de rua para além dos tradicionais shoppings centers. Essa mudança visa ampliar o alcance da marca, flexibilizar horários de atendimento e fortalecer operações de delivery, fatores considerados essenciais para elevar o faturamento e conquistar novos públicos.
O desafio da interiorização
Apesar do otimismo, o desafio é considerável. A meta de chegar a 200 lojas até 2030 exige não apenas capital, mas também adaptação ao perfil do consumidor brasileiro e à concorrência acirrada de outras redes internacionais já consolidadas. A aposta em lojas de rua pode ser um diferencial competitivo, permitindo maior autonomia operacional e proximidade com o cliente.
Perspectivas para o setor
O movimento da Taco Bell reflete uma tendência mais ampla de internacionalização do setor de alimentação rápida no Brasil. O apetite das grandes marcas por expansão indica que o mercado segue aquecido, impulsionado por mudanças nos hábitos de consumo e pelo crescimento do delivery. Para investidores e analistas, acompanhar a evolução dessas estratégias é fundamental para identificar oportunidades e riscos no segmento.
Para quem deseja monitorar o desempenho das principais empresas do setor de alimentação e fast food listadas na bolsa, a ferramenta de Ranking de Ativos da AUVP Analítica oferece uma visão comparativa detalhada dos indicadores financeiros e operacionais, facilitando análises mais precisas sobre tendências e potenciais de crescimento.