Candidato do PL destaca desafios pós-privatização da Copel e descarta privatização da Sanepar no Paraná
O debate sobre a privatização de empresas estatais voltou ao centro das atenções no Paraná, impulsionado pelas recentes declarações do candidato do PL ao governo estadual, Sergio Moro.
Em sabatina realizada pela Rede Paraná, Moro foi enfático ao criticar a privatização da Copel (CPLE6) e a qualidade dos serviços prestados após a mudança de controle acionário. O tema, que mobiliza investidores e a sociedade, ganha contornos ainda mais relevantes diante do histórico recente da companhia e das perspectivas para o setor de energia no estado.
Contexto da Privatização da Copel
A Copel (CPLE6) passou por um processo de privatização em agosto de 2023, durante o segundo mandato do governador Ratinho Junior. A operação, realizada por meio de uma oferta de ações, diluiu a participação do Estado e transformou a empresa em uma companhia de capital disperso, sem acionista controlador definido. Apesar disso, o governo manteve uma ação especial, a chamada golden share, que garante poder de veto em decisões estratégicas, preservando certa influência sobre os rumos da empresa.
Críticas à Eficiência e Compromissos de Gestão
Sergio Moro, ao comentar o tema, destacou que a privatização deveria resultar em serviços mais eficientes, mas, segundo ele, a Copel (CPLE6) não tem cumprido essa promessa. O candidato citou o aumento das quedas de energia e o tempo maior para restabelecimento do serviço como sinais de deterioração na qualidade. Moro também mencionou audiências públicas no Senado que discutiram a situação da companhia, reforçando a necessidade de pressionar por melhorias, caso seja eleito. Apesar das críticas, ele afirmou que respeitará os contratos firmados durante a privatização, sinalizando responsabilidade institucional.
Sanepar Fora da Privatização, Mas com Foco em Eficiência
Na mesma entrevista, Moro foi categórico ao descartar qualquer compromisso com a privatização da Sanepar (SAPR11), outra estatal paranaense de destaque. No entanto, defendeu um "choque de gestão" na companhia, propondo a aplicação rigorosa da Lei das Estatais na escolha de diretores e conselheiros, como forma de profissionalizar a administração. O candidato também criticou os reajustes tarifários praticados pela Sanepar (SAPR11), indicando que eventuais discussões sobre privatização dependeriam de estudos aprofundados e não fazem parte de sua agenda imediata.
Análise e Perspectivas para o Investidor
As declarações de Sergio Moro refletem um cenário de incerteza para investidores que acompanham o setor de utilities no Paraná. A postura crítica em relação à privatização da Copel (CPLE6) e a ênfase na eficiência da Sanepar (SAPR11) sugerem que, caso eleito, o candidato buscará fortalecer a governança e a prestação de serviços, sem avançar em novas privatizações no curto prazo. Para o mercado, o recado é claro: o foco estará na cobrança por resultados e na profissionalização das estatais, fatores que podem impactar diretamente o desempenho das ações dessas companhias.
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