Relatório aponta Ser Educacional, Cogna e Ânima como principais apostas com foco em geração de caixa
Nova perspectiva para o setor de educação em 2026
O setor de educação brasileiro inicia 2026 sob uma nova perspectiva de investimento, marcada pela busca por eficiência financeira e geração de caixa, em detrimento do crescimento acelerado a qualquer custo. O recente relatório do Santander, divulgado nesta segunda-feira (12), destaca a Ser Educacional (SEER3) como a principal aposta do segmento, elevando sua recomendação para outperform (compra) e fixando um preço-alvo de R$ 12,80.
O grande diferencial da Ser Educacional está em seu robusto FCF yield de 16%, além da expectativa de distribuir R$ 110 milhões em dividendos. Segundo os analistas, esse desempenho reflete um momento favorável de lucros e uma sólida capacidade de geração de caixa, fatores que funcionam como proteção diante da volatilidade esperada para o ano eleitoral no Brasil. Em um cenário macroeconômico incerto, o Santander privilegia empresas com liquidez e segurança financeira, capazes de atravessar turbulências sem comprometer o retorno ao acionista.
No ranking do banco, Cogna (COGN3) e Ânima (ANIM3) também figuram entre as favoritas, ambas com recomendação de compra. A Cogna se destaca pela execução consistente e pela resiliência de sua unidade de educação básica, menos suscetível a mudanças regulatórias do que o ensino superior. Com preço-alvo de R$ 4,70, a empresa é vista como alternativa de alta liquidez e geração de caixa positiva.
Já a Ânima, com preço-alvo de R$ 5,50, completa o pódio das preferências do Santander, sustentada por um valuation atrativo e pela robustez na geração de caixa. Para o banco, Ser Educacional, Cogna e Ânima compõem o grupo de elite que deve liderar os ganhos do setor educacional em 2026.
Por outro lado, a Vitru (VTRU3) foi rebaixada para recomendação neutra, principalmente devido à sua baixa liquidez. Em períodos de volatilidade política, ativos com menor movimentação tendem a sofrer mais com oscilações bruscas, reduzindo o apetite dos investidores institucionais.
A Cruzeiro do Sul (CSED3) recebeu a recomendação mais baixa, underperform (venda), apesar do reconhecimento da qualidade de sua gestão. O principal fator para a avaliação negativa foi o menor rendimento de fluxo de caixa livre entre os pares, tornando a relação risco-retorno menos atrativa frente às demais opções do setor.
Para investidores que desejam aprofundar a análise fundamentalista dessas empresas e comparar múltiplos indicadores de desempenho, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada e prática para embasar decisões estratégicas no setor educacional.