Setor químico e petroquímico deve reduzir impostos em 2026, favorecendo Braskem e mercado financeiro
O setor químico e petroquímico brasileiro ganhou novo fôlego após a aprovação, na Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que promete triplicar os benefícios fiscais para as indústrias do segmento em 2026. A notícia, que movimentou o mercado financeiro, impulsionou especialmente as ações da Braskem (BRKM5), que registraram forte alta na B3 diante da perspectiva de redução significativa das alíquotas de Pis e Cofins.
Contexto e impacto fiscal
O texto aprovado prevê que, entre março e dezembro deste ano, as indústrias química e petroquímica pagarão menos impostos, gerando um custo estimado de R$ 3,1 bilhões ao governo federal. A medida, defendida pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), autor do projeto, é vista como resposta à crescente pressão competitiva internacional e ao aumento dos custos de insumos essenciais, como o gás natural. Segundo Zarattini, cerca de 12 grandes empresas do setor serão beneficiadas, responsáveis por empregar aproximadamente 40 mil trabalhadores. No entanto, a Braskem desponta como a principal favorecida pela nova política tributária.
Reação do mercado e projeções para a Braskem
A expectativa de alívio fiscal teve efeito imediato sobre o desempenho das ações da Braskem. De acordo com estimativas da XP, o Ebitda da companhia pode crescer até US$ 290 milhões em 2026, o que representa um salto de 50% em relação ao patamar atual. Apesar do otimismo, analistas alertam que o projeto ainda precisa passar pelo crivo do Senado Federal e ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de entrar em vigor.
Mesmo diante dessas etapas pendentes, o mercado reagiu com entusiasmo: os papéis da Braskem chegaram a subir mais de 8% na terça-feira (10) e avançavam outros 3,5% na tarde do dia seguinte, superando novamente a marca dos R$ 10 – patamar não visto desde junho do ano passado.
Análise e perspectivas
A aprovação do projeto sinaliza uma tentativa do governo de fortalecer a competitividade da indústria nacional diante de desafios globais, ao mesmo tempo em que reacende o debate sobre o equilíbrio fiscal. Para investidores atentos ao setor químico e petroquímico, o momento exige acompanhamento próximo das próximas etapas legislativas e dos desdobramentos para as empresas listadas.
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