Estatal avalia direitos de preferência após venda parcial da Novonor para fundo, mirando sinergias e transição energética
A Petrobras (PETR4) intensifica sua vigilância sobre os movimentos envolvendo a Braskem (BRKM5), reforçando sua estratégia de ampliar influência na petroquímica, onde já figura como segunda maior acionista.
O cenário ganhou novos contornos após a Novonor, controladora da Braskem (BRKM5) , firmar acordo de exclusividade com o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), assessorado pela IG4 Capital, para negociar a venda de sua participação. O pacto concede ao fundo um prazo de 60 dias para avançar nas tratativas, envolvendo tanto as ações detidas pela NSP Investimentos quanto créditos garantidos por esses papéis.
Contexto e direitos acionários
Petrobras (PETR4) foi formalmente notificada sobre o acordo e destacou ao mercado que, conforme o acordo de acionistas vigente, detém direitos de preferência e de tag along em determinadas hipóteses de transferência das ações da Novonor. Isso significa que a estatal pode exercer prioridade na aquisição das ações ou garantir condições iguais em caso de venda, mecanismos que protegem sua posição estratégica. A companhia afirmou que irá analisar cuidadosamente os termos e condições da eventual operação antes de decidir sobre o exercício desses direitos, além de avaliar a possibilidade de um novo acordo de acionistas.
Visão estratégica da liderança
Em meio às discussões societárias, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deixou claro o desejo de um papel mais ativo na condução da Braskem (BRKM5) . Em entrevista recente, Chambriard ressaltou a importância de maximizar sinergias entre as duas empresas, classificando a Braskem como um ativo estratégico para o sistema Petrobras. Segundo ela, a administração anterior da Braskem não explorou plenamente o potencial de integração com a estatal, e a nova gestão busca reverter esse quadro.
Impacto na estrutura societária
Com a conclusão do acordo entre Novonor e IG4 Capital, o fundo passará a deter 50,111% das ações com direito a voto da Braskem (BRKM5) , equivalente a 34,323% do capital total. A Petrobras (PETR4) , por sua vez, manterá 36% do capital total e 47% das ações com direito a voto, consolidando sua relevância na governança da companhia. Questionada sobre a formalização desse novo equilíbrio de poder em um eventual acordo de acionistas, Chambriard preferiu adotar cautela, indicando que o processo ainda está em andamento e requer acompanhamento atento dos próximos desdobramentos.
Transição energética e perspectivas
Além das questões societárias, a presidente da Petrobras reiterou o compromisso da estatal com a transição para energias limpas, alinhando-se à meta nacional de neutralidade de carbono até 2050. Chambriard enfatizou que esse movimento será gradual, respeitando as condições econômicas e a realidade do país, mas reforçou que a integração com a Braskem (BRKM5) pode ser um vetor importante para a inovação e sustentabilidade no setor petroquímico.
Para investidores que desejam acompanhar de perto as movimentações societárias e o desempenho das empresas envolvidas, a ferramenta de Busca Avançada da AUVP Analítica oferece filtros detalhados para análise de ações, facilitando a identificação de oportunidades e riscos em tempo real.