Discussões avançam para ampliar integração entre Petrobras e Braskem, impactando governança e mercado petroquímico
A Petrobras detém 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total da Braskem (BRKM5). A recente declaração da presidente da estatal, Magda Chambriard, de que é possível assumir o controle operacional da Braskem, reacendeu discussões sobre o futuro da petroquímica e o papel do Estado no setor privado brasileiro.
Contexto e movimentações recentes
A fala de Chambriard, feita após evento na Firjan, ocorre em meio a negociações entre Petrobras (PETR4), Novonor (antiga Odebrecht) e IG4 Capital, que representa os bancos credores da Novonor. O objetivo central seria explorar sinergias entre Petrobras e Braskem, especialmente na cadeia de valor do petróleo e derivados, fortalecendo a integração entre as operações das duas gigantes.
O que está em jogo para o mercado
Atualmente, a Petrobras detém 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total da Braskem, enquanto a Novonor possui 50,1% das ações votantes e 38,3% do capital. A Novonor busca vender sua participação para quitar dívidas com grandes bancos nacionais, como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES, que têm créditos garantidos por ações da Braskem. A IG4 Capital surge como potencial compradora, negociando não apenas a aquisição da fatia da Novonor, mas também um novo acordo de acionistas com a Petrobras, o que pode ampliar o poder da estatal na gestão da Braskem.
Possível redesenho do controle acionário
Caso o acordo avance, a IG4, como investidor institucional, atuaria como parceiro financeiro, enquanto a Petrobras assumiria a gestão estratégica e operacional da Braskem. Isso representaria uma mudança significativa na governança da companhia, hoje controlada de fato pela Novonor. A presidente da Petrobras sinalizou que as discussões estão evoluindo e que um novo acordo de acionistas pode ser anunciado ainda este ano.
Reação do mercado e próximos passos
Apesar das especulações, a Braskem divulgou fato relevante negando qualquer processo formal de venda, e a Novonor afirmou que não assinou documentos vinculantes, embora reconheça as negociações em andamento. A Petrobras, por sua vez, declarou que não participa diretamente da venda, mas avalia alternativas para sua posição acionária.
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