Projeto amplia capacidade para 260 mil barris/dia até 2029 e inclui usina solar de 12 MW em Pernambuco
A Petrobras (PETR4) deu início, nesta terça-feira (2), às obras de expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, em um movimento estratégico que promete transformar o cenário do refino nacional de combustíveis. O evento, marcado pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, simboliza não apenas um avanço industrial, mas também um compromisso renovado com a geração de empregos e a transição energética no Brasil.
Expansão robusta e aposta em energia limpa
Avaliado em R$ 12 bilhões, o projeto de expansão da Rnest contempla a construção do segundo trem de refino, além de uma usina fotovoltaica com capacidade de 12 megawatts. A presidente da Petrobras (PETR4) , Magda Chambriard, destacou que a iniciativa está alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030 da companhia, aprovado recentemente, que mesmo com ajustes para baixo nos investimentos e dividendos, mantém a aposta em projetos estruturantes para o país.
Com a duplicação da capacidade, a refinaria deverá alcançar 260 mil barris de derivados de petróleo por dia até 2029, respondendo por impressionantes 17% da demanda nacional de diesel. O destaque fica para o Diesel S10, produto de alta performance e valor agregado, que representará 70% da produção da unidade. Os demais 30% serão destinados à gasolina, GLP e nafta, diversificando ainda mais o portfólio da refinaria.
Histórico de superação e retomada
A trajetória da Rnest é marcada por desafios. Iniciada em 2005, a construção foi interrompida em 2015 devido às investigações da Lava Jato, operando desde então com apenas um trem de refino. A retomada das obras, a partir do ano passado, permitiu avanços significativos: a entrada em operação da unidade de abatimento de emissões atmosféricas (SNOX) em dezembro de 2024 elevou a capacidade de 88 mil para 115 mil barris diários. Com melhorias recentes, a produção já atinge 130 mil barris por dia, e a expectativa é dobrar esse volume com a conclusão do Trem 2.
O cronograma prevê entregas escalonadas até 2029, com um incremento de 50 mil barris diários já no final de 2026. O investimento de R$ 8 bilhões na ampliação será complementado por R$ 4 bilhões destinados à usina solar, que deverá suprir 10% da demanda elétrica da refinaria, reforçando o compromisso da Petrobras (PETR4) com a transição energética e a redução de emissões.
Impacto social e geração de empregos
Além do impacto industrial, a expansão da Rnest traz reflexos diretos para o mercado de trabalho local. Atualmente, 5,7 mil trabalhadores já estão envolvidos nas obras, número que deve chegar a 15 mil no pico das atividades. Após a conclusão, a refinaria contará com até 4 mil funcionários fixos, impulsionando a economia regional. Para garantir mão de obra qualificada, a Petrobras (PETR4) oferece cursos gratuitos de capacitação técnica, fortalecendo o vínculo com a comunidade pernambucana.
Estratégia de investimentos e desafios do setor
Mesmo diante da necessidade de ajustar o plano de investimentos – agora estimado em US$ 109 bilhões entre 2026 e 2030, uma redução de 1,8% em relação ao ciclo anterior –, a Petrobras (PETR4) segue como protagonista no desenvolvimento econômico nacional. Os aportes da estatal representam 5% do total investido no país e têm potencial para gerar mais de 300 mil empregos diretos e indiretos, além de arrecadar R$ 1,4 trilhão em tributos.
Para investidores atentos ao setor de energia e infraestrutura, acompanhar o desempenho da Petrobras (PETR4) e de seus projetos é fundamental. A ferramenta de análise de ações da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos indicadores financeiros e operacionais da PETR4, permitindo decisões mais informadas em um cenário de transformação industrial e energética.