Produção total de óleo e gás cresce 11%, superando metas e elevando expectativas para dividendos
Produção recorde da Petrobras (PETR4) em 2025 impulsionada pelo pré-sal
A Petrobras (PETR4) surpreendeu o mercado ao registrar recordes históricos de produção em 2025, impulsionada principalmente pelo desempenho do pré-sal. A estatal alcançou a marca de 2,40 milhões de barris de óleo por dia, um crescimento expressivo de 11% em relação ao ano anterior e 4% acima da meta estabelecida em seu Plano de Negócios, que previa 2,30 milhões de barris para o período.
O avanço não se limitou ao petróleo. A produção total de óleo e gás natural atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também 11% superior a 2024 e superando a meta de 2,8 milhões. A produção comercial de óleo e gás natural chegou a 2,62 milhões de barris, consolidando um desempenho acima das expectativas e renovando máximas históricas em mais de sete décadas de trajetória da companhia.
Esses resultados, divulgados em 15 de fevereiro, aumentam a expectativa dos investidores em relação aos resultados financeiros e à política de dividendos da Petrobras, especialmente com a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 marcada para 5 de março. O desempenho robusto reforça o papel estratégico da estatal no setor de energia e sua capacidade de gerar valor aos acionistas.
O pré-sal foi o grande protagonista desse ciclo de crescimento, respondendo por 82% da produção total da Petrobras, com 2,45 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A entrada em operação de novas plataformas, como o FPSO Almirante Tamandaré e o FPSO Alexandre de Gusmão nos campos de Búzios e Mero, foi determinante para esse salto. O campo de Búzios, em particular, atingiu a impressionante marca de 1 milhão de barris diários de produção operada, consolidando-se como um dos principais ativos da companhia.
Além disso, o FPSO Marechal Duque de Caxias atingiu seu pico produtivo em Mero, enquanto outras três plataformas – Maria Quitéria, Anita Garibaldi e Anna Nery – avançaram no processo de ramp-up nos campos de Jubarte, Marlim e Voador. Segundo a Petrobras, a elevação da eficiência operacional em todas as unidades foi crucial para superar as metas e estabelecer novos patamares de produtividade.
Olhando para o futuro, a estatal destaca a entrada em operação da sétima plataforma no campo de Búzios, a P-78, no último dia de 2025, o que deve contribuir para a manutenção do ritmo de crescimento em 2026. No entanto, o horizonte de longo prazo traz desafios: há projeções de declínio na produção do pré-sal a partir de 2031, o que leva a Petrobras a buscar novas frentes de exploração.
A principal aposta da companhia é a Margem Equatorial, com destaque para a Foz do Amazonas. Contudo, o processo de exploração nessa região enfrenta obstáculos, como a recente paralisação após um vazamento, evidenciando os riscos e a complexidade de expandir fronteiras exploratórias.
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