Estatal prevê recorde de 2,7 milhões bpd em 2028 e investimentos de US$ 109 bilhões até 2030
A Petrobras (PETR4) revisou suas projeções e agora prevê que o pico de produção de petróleo, antes estimado para ocorrer até 2032, será estendido até 2034. O anúncio foi feito pela CEO Magda Chambriard, em meio à divulgação do novo plano estratégico 2026-2030. Segundo a executiva, a estatal espera atingir em 2028 o patamar recorde de 2,7 milhões de barris por dia (bpd), superando em 200 mil bpd a meta prevista para 2026.
Contexto e Estratégia de Produção
A extensão do pico de produção reflete uma estratégia mais robusta para manter a competitividade da Petrobras (PETR4) no cenário global de energia. Após alcançar o novo patamar em 2028, a produção deve oscilar entre 2,6 milhões e 2,7 milhões de bpd até 2034, sustentada principalmente pela entrada em operação de oito novos sistemas de produção até 2030. Destes, sete já foram contratados, com destaque para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, que segue como principal motor de crescimento da companhia.
Impacto dos Investimentos e Perspectivas
O plano aprovado prevê investimentos de US$ 109 bilhões entre 2026 e 2030, valor 1,8% inferior ao ciclo anterior. Essa redução reflete tanto a expectativa de preços mais baixos do petróleo quanto um controle mais rigoroso dos gastos. Do total, US$ 91 bilhões serão destinados a projetos já em implantação, enquanto US$ 18 bilhões vão para iniciativas ainda em avaliação. A estratégia busca equilibrar expansão produtiva com disciplina financeira, em um ambiente de volatilidade internacional.
Dividendos e Remuneração ao Acionista
Durante a coletiva, o diretor financeiro Fernando Melgarejo sinalizou que dificilmente haverá pagamento de dividendos extraordinários até 2030. O novo plano estratégico não prevê mais esses pagamentos, que no ciclo anterior poderiam chegar a US$ 10 bilhões. A decisão reforça o foco da Petrobras (PETR4) em reinvestir recursos para sustentar o crescimento operacional e garantir maior resiliência diante das incertezas do mercado global de energia.
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