Levantamento revela polarização e aponta Lula liderando intenções de voto para 2026
A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira, revela um cenário de forte polarização na avaliação do governo Lula. Segundo o levantamento, 49% dos eleitores desaprovam a atuação do presidente, enquanto 47% aprovam, configurando um empate técnico dentro da margem de erro. O resultado reforça a estabilidade dos índices desde outubro do ano anterior, quando aprovação e desaprovação passaram a oscilar em patamares próximos.
Tendências e Oscilações na Opinião Pública
O histórico recente mostra que, entre fevereiro e setembro de 2025, a desaprovação ao governo esteve em níveis mais elevados, atingindo o ápice em maio, quando 57% dos entrevistados avaliavam negativamente a gestão e apenas 40% aprovavam. Já em dezembro de 2024, o Planalto vivia um momento mais favorável, com 52% de aprovação e 47% de desaprovação. Agora, a diferença entre os dois indicadores é de apenas dois pontos percentuais, evidenciando um ambiente político de grande divisão.
Avaliação Geral e Perspectivas Eleitorais
Quando questionados sobre a avaliação geral do governo, 32% dos entrevistados classificaram a gestão como positiva, uma leve queda em relação aos 34% registrados em dezembro. Por outro lado, 39% consideram a administração negativa, ante 38% anteriormente, e 27% avaliam como regular. O percentual dos que não souberam ou preferiram não responder ficou em 2%, mantendo-se estável.
O estudo também analisou cenários para a eleição presidencial de 2026. Lula aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), liderando o primeiro turno com 36% das intenções de voto, contra 23% do adversário. Ratinho Junior (PSD) surge em terceiro, com 9%. Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista teria 45% das intenções de voto, enquanto o senador alcançaria 38%.
Metodologia e Confiabilidade
A pesquisa, encomendada por uma das principais instituições financeiras do país, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses dados reforçam a importância de acompanhar de perto as tendências de opinião pública, especialmente em um contexto de alta volatilidade política.
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