Levantamento revela estabilidade nas intenções de voto e leve melhora na avaliação do governo Lula
Cenário eleitoral brasileiro permanece estável e polarizado
O cenário eleitoral brasileiro segue marcado por estabilidade e tensão, conforme revelam os dados mais recentes da pesquisa BTG/Nexus sobre intenções de voto para a presidência da República. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (13), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 47% e 44% das intenções de voto, respectivamente. Esse equilíbrio reflete não apenas a polarização política, mas também a resiliência das bases eleitorais de ambos os candidatos, mesmo diante de episódios recentes que poderiam alterar o humor do eleitorado.
Estabilidade nas intenções de voto
Os números atuais praticamente repetem o cenário observado em junho, indicando que, apesar das turbulências políticas e das disputas internas no campo adversário, o eleitorado mantém suas preferências. Desde março, as variações entre Lula e Flávio Bolsonaro têm sido mínimas, reforçando a ideia de um país dividido e de uma disputa que tende a se manter acirrada até o pleito. O percentual de votos brancos, nulos ou em nenhum dos candidatos soma 8%, enquanto apenas 1% dos entrevistados ainda não sabe ou preferiu não responder.
Impacto dos conflitos familiares e rejeição
A pesquisa foi realizada logo após o episódio de atrito público entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que expôs divergências dentro da família e do grupo político. Apesar de 64% dos entrevistados afirmarem ter conhecimento das críticas de Michelle, 40% acreditam que o episódio não terá impacto significativo sobre a candidatura do senador. Esse dado sugere que, para uma parcela relevante do eleitorado, questões internas não são determinantes na escolha do voto.
Outro ponto de destaque é a leve melhora na avaliação do governo Lula: o índice dos que consideram a gestão ruim ou péssima caiu de 42% para 41%. A rejeição ao presidente também recuou, de 49% para 46%, enquanto a de Flávio Bolsonaro oscilou de 51% para 50%. Esses movimentos, embora sutis, podem indicar uma ligeira recuperação da imagem do governo e uma acomodação das críticas ao senador.
Cenários alternativos e projeções
O levantamento BTG/Nexus também testou outros cenários de segundo turno, nos quais Lula aparece com vantagem ainda mais confortável. Contra Romeu Zema (Novo), Lula teria 47% contra 40%; diante de Ronaldo Caiado (PSD), 47% a 38%; e frente a Renan Santos (Missão Brasil), 49% a 35%. No primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 34%, enquanto os demais candidatos aparecem com percentuais significativamente menores.
Esses dados reforçam a percepção de que, apesar das disputas internas e dos movimentos de bastidores, a polarização entre Lula e o campo bolsonarista segue como principal força motriz do cenário eleitoral. A pesquisa, realizada entre 10 e 12 de julho com 2.003 eleitores em todo o país, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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