Oferta de US$ 31 por ação supera Netflix e inclui estúdios e canais icônicos
A disputa pelos ativos da Warner Bros. chega a um desfecho que promete mexer com o cenário global do entretenimento.
Após meses de negociações intensas, a Paramount conseguiu superar a concorrência e apresentou uma oferta que finalmente agradou aos controladores da Warner, consolidando-se como a nova proprietária dos estúdios de TV e cinema responsáveis por franquias icônicas como Harry Potter, Game of Thrones e O Senhor dos Anéis.
O contexto dessa negociação é marcado por uma acirrada competição entre gigantes do setor.
A Netflix, que também estava na disputa, optou por não igualar a proposta da Paramount, alegando que o valor exigido tornava o negócio financeiramente inviável. Em comunicado, os co-CEOs da plataforma de streaming ressaltaram que a aquisição seria interessante apenas pelo preço certo, reforçando a postura disciplinada da empresa diante de grandes movimentos de fusão e aquisição.
A proposta vencedora da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação, totalizando impressionantes US$ 110 bilhões.
Além disso, a empresa se comprometeu a desembolsar US$ 7 bilhões à compradora caso o acordo seja barrado por órgãos reguladores, demonstrando confiança na aprovação da transação. Diferentemente da oferta da Netflix, a proposta da Paramount abrange todos os ativos da Warner, incluindo estúdios de produção e canais de televisão, o que representa uma transferência integral do grupo empresarial para o novo controlador.
O impacto dessa aquisição vai além do universo corporativo.
A participação ativa de figuras políticas, como o ex-presidente Donald Trump e seu genro, adiciona uma camada de complexidade ao negócio, evidenciando o entrelaçamento entre interesses financeiros e políticos no setor de mídia. Trump, que já havia se manifestado contra uma possível fusão entre Netflix e Warner, vê agora um cenário mais favorável à aprovação regulatória do acordo com a Paramount, com projeções de autorização ainda neste ano.
No entanto, a transação levanta preocupações quanto à independência editorial de ativos sensíveis, como a CNN, que passa a integrar o portfólio da Paramount.
Observadores do setor alertam para possíveis mudanças na linha editorial do canal, especialmente diante do histórico de críticas de Trump à emissora.
Para investidores atentos às movimentações do setor de mídia e entretenimento, acompanhar a performance das empresas envolvidas é fundamental.
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