Follow-on visa expansão da rede e diluição acionária com apoio de grandes bancos
A Pague Menos (PGMN3) anunciou nesta terça-feira (3) ao mercado sua intenção de realizar uma nova oferta de ações na bolsa de valores, movimentando o cenário do varejo farmacêutico brasileiro.
O objetivo da companhia é captar até R$ 900 milhões junto a investidores, por meio da venda de aproximadamente 70 milhões de ações, divididas igualmente entre lotes primários e secundários. O preço das ações deve se aproximar do valor de fechamento do pregão de 26 de fevereiro, quando os papéis estavam cotados a R$ 7,20.
Estratégia de capitalização e diluição
A operação marca um movimento estratégico relevante: a família fundadora da Pague Menos (PGMN3) decidiu reduzir sua participação acionária, abrindo espaço para maior pulverização do capital e novos aportes. Entre os membros que concordaram com a diminuição das fatias estão Francisco Deusmar de Queirós, Maria Auricélia Alves de Queirós, Josué Ubiranilson Alves, Mário Henrique Alves de Queirós, Patriciana Maria de Queirós Rodrigues, Carlos Henrique Alves de Queirós e Rosilândia Maria Alves de Queirós Lima. O movimento sinaliza confiança na capacidade de expansão da empresa e na atração de capital institucional.
A oferta será liderada pelo BTG Pactual, com participação de Itaú BBA, XP Investimentos, Bradesco BBI e Santander. O follow-on será direcionado a investidores profissionais, aqueles com mais de R$ 10 milhões aplicados em bancos de investimento. Os atuais acionistas terão direito de preferência, podendo subscrever 0,053030 por nova ação, mecanismo que visa mitigar a diluição de participação após a reconfiguração acionária.
Expansão e uso dos recursos
Segundo a Pague Menos (PGMN3) , os recursos captados serão destinados exclusivamente ao capital de giro, com foco na expansão da rede de lojas físicas em todo o Brasil. A estratégia reforça o compromisso da companhia em consolidar sua presença nacional e ampliar sua fatia de mercado em um setor cada vez mais competitivo.
Análise de mercado e perspectivas
O anúncio da oferta ocorre em um momento de otimismo dos analistas em relação ao desempenho da Pague Menos (PGMN3) . O Safra, por exemplo, elevou recentemente o preço-alvo das ações de R$ 7,50 para R$ 10, o que representa um potencial de valorização superior a 40% frente à cotação atual. A recomendação de compra foi mantida, com base em múltiplos atrativos e perspectivas de crescimento.
O valuation do Safra considera um modelo de fluxo de caixa descontado (DCF), com taxa de crescimento de 5,5%, custo de capital próprio (Ke) de 15,8% e WACC de 12,9%. Caso o follow-on seja bem-sucedido, a estimativa é de aumento de 3% no lucro líquido em 2026 e 5% em 2027, reforçando o potencial de geração de valor para os acionistas.
Para investidores atentos às oportunidades do setor de varejo farmacêutico, acompanhar o desempenho das ações da Pague Menos (PGMN3) pode ser decisivo. A ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica permite analisar indicadores fundamentais de empresas concorrentes, facilitando decisões estratégicas e embasadas para quem busca diversificar ou reforçar sua carteira de investimentos.