Política
15/07/2026
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Operação em SP descobre fraude de R$ 3,8 bi em créditos falsos de ICMS

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Esquema envolvia 752 empresas e escritórios de advocacia, afetando a concorrência e o fisco paulista

O Estado de São Paulo foi palco, nesta quarta-feira (15), de uma operação de grande impacto no combate à fraude tributária, revelando um esquema que teria desviado impressionantes R$ 3,8 bilhões dos cofres públicos. O foco da investigação recai sobre a comercialização de créditos falsos de ICMS, mecanismo utilizado por empresas para reduzir indevidamente o valor do imposto devido ao Estado e, assim, obter vantagem competitiva desleal no mercado.

Contexto e funcionamento do esquema

Segundo as autoridades, escritórios de advocacia e consultorias especializadas ofereciam esses créditos fraudulentos como parte de supostos planejamentos tributários. A prática, no entanto, configurava sonegação fiscal, levando a Secretaria da Fazenda de São Paulo a autuar 752 empresas envolvidas. O objetivo das autuações é não apenas recuperar o prejuízo aos cofres públicos, mas também restabelecer a concorrência justa entre as empresas que atuam no estado.

Impacto no ambiente de negócios

O uso de créditos irregulares de ICMS distorce a isonomia tributária e sufoca a livre concorrência, criando um ambiente de negócios degradado. Empresas que aderem a esse tipo de fraude conseguem reduzir artificialmente seus custos tributários, prejudicando aquelas que cumprem rigorosamente suas obrigações fiscais. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) destacou que tais práticas corroem a confiança no sistema e ameaçam a sustentabilidade do ambiente empresarial paulista.

Detalhes da Operação Distrato

A Operação Distrato, coordenada pelo CIRA/SP, reúne esforços da Secretaria da Fazenda e Planejamento, Ministério Público, Procuradoria-Geral do Estado e conta com o apoio das Polícias Civil e Militar. A ação visa reunir provas, identificar os beneficiários econômicos e responsabilizar criminalmente os envolvidos, que poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

Foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná, onde estaria uma das advogadas apontadas como peça-chave no esquema. Entre os principais alvos estão grupos econômicos ligados a escritórios de advocacia e consultorias que, segundo as investigações, cobravam honorários de até 70% do valor do imposto devido para viabilizar a fraude. O dinheiro, que deveria ser destinado ao Estado, era desviado para os operadores do esquema, agravando ainda mais o prejuízo público.

Análise e projeção

A operação evidencia a crescente sofisticação dos esquemas de sonegação fiscal e a necessidade de mecanismos de fiscalização cada vez mais robustos. Para investidores e empresários, o episódio serve de alerta sobre os riscos de aderir a planejamentos tributários sem a devida diligência e transparência. O fortalecimento da fiscalização e a responsabilização dos envolvidos são passos fundamentais para restaurar a confiança no ambiente de negócios e garantir a competitividade saudável no mercado paulista.

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