Mudanças no INSS impactam planejamento financeiro e trazem regras específicas para professores
Com a chegada de 2026, o cenário da aposentadoria no Brasil passa por mudanças relevantes que impactam diretamente o planejamento financeiro de milhões de trabalhadores.
O Ministério da Previdência Social anunciou, nesta semana, novas regras que alteram tanto o tempo de contribuição quanto a pontuação mínima exigida para quem pretende solicitar o benefício a partir do próximo ano.
Aumento do tempo de contribuição e idade mínima
A principal alteração diz respeito ao tempo de contribuição ao INSS, que será ampliado em seis meses. Para as mulheres, a exigência passa a ser de 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição. Já para os homens, o novo patamar será de 64 anos e seis meses de idade, somados a 35 anos de contribuição. Essas mudanças refletem o esforço do governo em equilibrar as contas públicas e garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário.
Pontuação sobe e regras específicas para professores
Outra novidade importante é o aumento da pontuação mínima. Em 2026, mulheres precisarão atingir 93 pontos (idade + tempo de contribuição), enquanto homens deverão alcançar 103 pontos. Profissionais da educação contam com regras diferenciadas: para professoras, a soma exigida será de 88 pontos, com pelo menos 25 anos de contribuição; para professores, 98 pontos e mínimo de 30 anos de contribuição. Essas adaptações reconhecem as particularidades de algumas carreiras e buscam maior justiça no acesso ao benefício.
Contexto da reforma e impacto nas contas públicas
As mudanças fazem parte da reforma previdenciária implementada em 2019, que estabeleceu uma série de ajustes para conter o déficit do sistema e preservar o equilíbrio fiscal. O objetivo central é garantir que o pagamento das aposentadorias seja viável a longo prazo, diante do envelhecimento da população e do aumento da expectativa de vida.
Regras de transição: o que muda para quem já contribuía
Para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma, foram criadas regras de transição. Uma das principais é o chamado pedágio, que determina que o trabalhador deve contribuir por um período adicional — metade ou o dobro do tempo que faltava para se aposentar. Por exemplo, quem precisava de mais 24 meses terá que trabalhar mais 12, totalizando 36 meses. O valor do benefício também varia conforme o tipo de pedágio escolhido, sendo integral para quem cumpre o pedágio de 100%.
Simulador do INSS: planejamento facilitado
O INSS oferece um simulador digital para que os segurados possam calcular quando terão direito à aposentadoria e qual será o valor do benefício. A ferramenta está disponível no aplicativo Meu INSS, acessível para Android e iOS, e permite uma análise personalizada do tempo de contribuição e das regras vigentes.
Para quem deseja entender melhor o impacto dessas mudanças e planejar a aposentadoria com mais segurança, a Calculadora de Aposentadoria da AUVP Analítica oferece projeções detalhadas e atualizadas conforme as novas regras, auxiliando o investidor a tomar decisões mais informadas sobre o futuro financeiro.