Lucro recua 45% devido a efeito não recorrente, enquanto EBITDA avança 11% e base de clientes cresce 2%
Resultados do Segundo Trimestre de 2026 da Neoenergia (NGRD3)
A Neoenergia (NGRD3) apresentou seus resultados do segundo trimestre de 2026, revelando um cenário de contrastes que merece atenção dos investidores e analistas do setor elétrico. O lucro líquido atribuído aos controladores foi de R$ 900 milhões, uma queda expressiva de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse recuo, no entanto, foi fortemente influenciado por um efeito não recorrente: em 2025, a companhia havia registrado ganhos extraordinários relacionados a créditos tributários, distorcendo a base de comparação.
Apesar da retração no lucro, os indicadores operacionais e de geração de caixa mostraram evolução. O Ebitda atingiu R$ 3,554 bilhões entre abril e junho, alta de 11% na comparação anual, enquanto o Ebitda Caixa somou R$ 2,743 bilhões, crescimento de 6%. A margem bruta também avançou, chegando a R$ 4,635 bilhões, um incremento de 5% frente ao segundo trimestre de 2025. Esses números refletem a resiliência operacional da Neoenergia, mesmo diante de desafios pontuais.
No campo operacional, a expansão foi consistente. O volume de energia injetada – considerando mercado cativo, livre e geração distribuída – cresceu 3%, totalizando 22.653 GWh. A energia distribuída avançou 1%, atingindo 19.559 GWh, e a base de consumidores aumentou 2%, alcançando 17,155 milhões de clientes. Esses dados evidenciam o contínuo crescimento da demanda e a capacidade da empresa de ampliar sua atuação no mercado nacional.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido ficou em R$ 2,184 bilhões, queda de 17% em relação ao mesmo período de 2025. Por outro lado, o Ebitda semestral subiu 10%, para R$ 7,651 bilhões, e o Ebitda Caixa cresceu 7%, atingindo R$ 5,752 bilhões. Um destaque relevante foi a receita relacionada ao IFRS 15 e operações corporativas, que praticamente dobrou, com avanço de 98% no semestre.
A estrutura de capital da Neoenergia segue robusta, ainda que a alavancagem financeira tenha subido levemente: a relação entre dívida líquida e Ebitda passou de 3,41 vezes em 2025 para 3,48 vezes ao final do segundo trimestre de 2026. Mesmo assim, a companhia manteve o rating AAA pela S&P, sinalizando confiança do mercado na sua solidez financeira e capacidade de honrar compromissos.
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