Nova recompra de até 28,6 milhões de ações visa gerar valor e reforçar confiança dos acionistas
A Natura (NATU3) anunciou o encerramento de seu programa de recompra de ações iniciado em julho de 2025, após adquirir 5,56 milhões de ações ordinárias, e já aprovou um novo programa que permitirá a recompra de até 28,6 milhões de papéis ao longo dos próximos 12 meses. A iniciativa, que terá início em 3 de julho de 2026 e poderá se estender até 2 de julho de 2027, faz parte da estratégia da companhia para otimizar sua estrutura de capital e ampliar a geração de valor aos acionistas.
Contexto e estratégia de recompra
A recompra de ações é uma ferramenta recorrente entre empresas listadas na B3 para ajustar a estrutura de capital, sinalizar confiança ao mercado e, muitas vezes, sustentar o preço das ações em momentos de volatilidade. No caso da Natura (NATU3), o novo programa dá continuidade à estratégia iniciada em junho de 2025, após o encerramento do plano anterior, e busca adquirir o saldo remanescente de ações não compradas anteriormente. Segundo comunicado da companhia, a medida visa uma gestão mais eficiente do capital e reforça o compromisso com a remuneração dos acionistas.
Detalhes do novo programa
O novo programa autoriza a recompra de até 28.603.908 ações ordinárias, volume que representa até 2,1% do total de ações emitidas e até 3,4% das ações em circulação no mercado. Atualmente, a Natura possui 837.927.864 ações em circulação e mantém 323.179 ações em tesouraria. As aquisições serão realizadas na B3 a preços de mercado, com a administração da empresa responsável por definir o momento e o volume das operações, sempre respeitando os limites do programa e a regulamentação vigente. A intermediação ficará a cargo de instituições como Itaú Corretora de Valores e Morgan Stanley Corretora de Títulos.
Impacto para acionistas e mercado
Os recursos para as recompras virão das reservas de capital disponíveis, e as ações adquiridas poderão ser destinadas a programas de incentivo de longo prazo, permanecer em tesouraria, ser bonificadas, alienadas no mercado ou até mesmo canceladas, sem redução do capital social. Importante destacar que o programa não prevê o uso de instrumentos derivativos e não deve alterar a estrutura de controle acionário ou a administração da empresa. Caso haja grupamento, desdobramento ou bonificação de ações durante a vigência do programa, a quantidade de papéis em tesouraria será ajustada para refletir essas alterações.
Análise e perspectivas
A decisão da Natura de ampliar o programa de recompra reforça a confiança da administração na capacidade de geração de valor da companhia e pode ser interpretada como um sinal positivo para o mercado. Em um cenário de maior seletividade dos investidores e busca por empresas com gestão eficiente de capital, movimentos como esse tendem a ser bem recebidos, especialmente quando alinhados a uma estratégia clara de longo prazo.
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