Venda reforça caixa e estratégia de simplificação; lucro líquido ajustado salta 68,3% no 4T25
Resultados financeiros robustos
A Motiva (MOTV3) , antiga CCR, surpreendeu o mercado ao anunciar a venda de seus aeroportos por R$ 11,5 bilhões durante o quarto trimestre de 2025, consolidando uma das maiores transações do setor de infraestrutura do país. O movimento, realizado a um múltiplo de 8,8x EV/Ebitda — superior ao próprio múltiplo da Motiva —, reforça a estratégia de simplificação do portfólio e geração de valor para os acionistas, com metas traçadas até 2035.
O desempenho financeiro da Motiva no 4T25 foi expressivo. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 606 milhões, um salto de 68,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, o lucro chegou a R$ 2,22 bilhões, representando um crescimento de 25% frente a 2024. O Ebitda ajustado consolidado também apresentou avanço significativo, totalizando R$ 2,52 bilhões no trimestre e R$ 9,52 bilhões no ano, altas de 25,2% e 15%, respectivamente.
Investimentos recordes e eficiência operacional
A Motiva registrou um Capex de R$ 8,5 bilhões em 2025, o maior investimento já realizado pela companhia e pelo setor de mobilidade no Brasil. Esse aporte robusto impulsionou ganhos de eficiência operacional, refletidos nos indicadores fundamentalistas: o ROE atingiu 20,1% e o ROIC, 10,5%, ambos muito acima dos patamares anteriores.
Receita em expansão e foco estratégico
A receita líquida da Motiva alcançou R$ 4,04 bilhões no 4T25 e R$ 15,2 bilhões no ano, com crescimentos de 6,8% e 5,2% nas comparações anuais. O CEO Miguel Setas destacou que os resultados refletem a maior eficiência, a otimização do portfólio e o desempenho consistente das plataformas da empresa.
Desempenho histórico e perspectiva para o investidor
A venda dos aeroportos não apenas reforça o caixa da Motiva, mas também destrava valor e posiciona a companhia para um ciclo de crescimento mais focado em ativos estratégicos. Para o investidor de longo prazo, a Motiva tem mostrado resiliência: um investimento de R$ 1 mil há dez anos teria se transformado em R$ 1.910,60, considerando o reinvestimento dos dividendos.
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