Aos 80 anos, Lula realiza cirurgia de catarata e reforça debates sobre longevidade e política no Brasil
Lula encerra mandato como presidente mais velho da história: cirurgia de catarata marca agenda de saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos 80 anos, consolida-se como o chefe de Estado mais longevo a ocupar o Palácio do Planalto. Nesta quinta-feira (29), Lula realizou uma série de exames pré-operatórios em preparação para uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, marcada para a manhã desta sexta-feira (30), no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
A escolha do procedimento reflete não apenas uma preocupação com a saúde, mas também o avanço da medicina e da longevidade entre líderes políticos. A cirurgia de catarata, considerada uma das mais seguras atualmente, consiste na substituição da lente natural do olho, comprometida pelo envelhecimento, por uma lente artificial transparente. Segundo a equipe médica, os riscos são mínimos, reforçando a confiança no sucesso da operação.
Lula já havia passado por procedimento semelhante em 2020, quando operou o olho direito. A reincidência do tratamento é comum em pacientes da faixa etária do presidente, evidenciando o impacto do envelhecimento sobre a saúde ocular. A agenda médica de Lula tem sido intensa durante o terceiro mandato. Em 2023, ele foi submetido a uma infiltração no quadril para aliviar dores causadas por artrose, e, no final de 2024, precisou de uma ressonância magnética após um acidente doméstico, que resultou em hemorragia intracraniana e internação na UTI para drenagem.
A internação para a cirurgia de catarata ocorre logo após o retorno de Lula do Panamá, onde participou do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. No evento, o presidente manteve encontros estratégicos com líderes regionais, incluindo o recém-eleito presidente do Chile, José Antonio Kast, reforçando o papel do Brasil no cenário internacional.
O fato de Lula chegar ao fim do mandato como o presidente mais velho da história do país levanta discussões sobre os desafios e as oportunidades da longevidade no comando do Estado. A possibilidade de uma nova candidatura em 2026 pode ampliar ainda mais esse recorde, caso seja reeleito para um quarto mandato, e coloca em pauta o debate sobre saúde, experiência e renovação na política brasileira.
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