Victor Adler diminui fatia na Oi, que reporta prejuízo e queda de receita no 2º trimestre de 2025
A Oi (OIBR3) comunicou ao mercado, nesta quarta-feira (24), uma movimentação relevante em sua estrutura acionária: o investidor Victor Adler e pessoas a ele vinculadas reduziram sua participação na companhia. Após a alienação de parte das ações, o grupo passou a deter cerca de 7,74% das ações preferenciais emitidas pela Oi (OIBR3), o que representa aproximadamente 0,04% do capital social total da empresa.
Segundo o comunicado oficial, Adler e seus associados agora possuem 122 mil ações preferenciais da Oi, consolidando a fatia de 7,74% desse tipo de papel atualmente em circulação. O investidor destacou que essa redução não visa alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia, afastando especulações sobre mudanças estratégicas no comando da operadora.
Transparência e postura do investidor
Além de detalhar a nova posição acionária, Adler informou que não mantém outros valores mobiliários da Oi, tampouco possui exposição a derivativos ou operações de empréstimo de ações relacionadas à empresa. O investidor também esclareceu que não firmou acordos de voto ou contratos que possam influenciar decisões societárias, reforçando o caráter meramente financeiro da participação.
Desempenho recente da Oi e desafios do setor
O anúncio ocorre em um momento delicado para a Oi, que divulgou recentemente seu balanço referente ao segundo trimestre de 2025. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 835 milhões no período, reflexo direto da queda de faturamento após a venda das operações de banda larga e TV por assinatura, além do impacto das despesas financeiras ligadas ao endividamento.
Entre abril e junho de 2025, a receita líquida da Oi somou R$ 714 milhões, uma retração expressiva de 66,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda, indicador fundamental para medir o desempenho operacional, ficou negativo em R$ 91 milhões, ampliando em 8,6% a perda operacional frente ao mesmo período de 2024.
O segmento de serviços legados, como chamadas de voz, também apresentou forte retração, com receitas de apenas R$ 74 milhões – queda de 66,5% na comparação anual. Por outro lado, a companhia conseguiu reduzir custos e despesas operacionais para R$ 804 milhões, uma diminuição de 63,9% em relação ao ano anterior, evidenciando esforços de ajuste diante do novo cenário.
Perspectivas e análise de mercado
A redução da participação de Adler ocorre em meio a um ambiente desafiador para a Oi, que segue em processo de reestruturação e busca alternativas para fortalecer sua posição financeira. O movimento do investidor, embora não altere o controle, sinaliza cautela diante das incertezas do setor e da própria companhia, que ainda enfrenta dificuldades para retomar o crescimento sustentável.
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