Lucro cresce 4,4%, mas empresa planeja eliminar até 6 mil empregos e projeta crescimento menor em 2026
A Heineken, uma das gigantes globais do setor de bebidas, anunciou nesta quarta-feira (11) um lucro operacional ajustado de 4,385 bilhões de euros em 2025, representando um avanço de 4,4% em relação ao ano anterior. O resultado, embora positivo, veio acompanhado de uma projeção mais cautelosa para 2026: a companhia espera um crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa estimada para 2025, que era de 4% a 8%. Esse movimento sinaliza um cenário de maior desafio competitivo e pressão por eficiência no setor de bebidas global.
Reestruturação e cortes de empregos
Apesar do crescimento nos resultados, a Heineken revelou um robusto plano de reestruturação que prevê a eliminação de 5.000 a 6.000 postos de trabalho nos próximos dois anos. Isso representa quase 7% do quadro global de funcionários, atualmente com cerca de 87 mil colaboradores. A medida faz parte de um programa de produtividade que visa gerar economias substanciais e tornar a operação mais enxuta e eficiente, respondendo diretamente às críticas de investidores sobre a performance da companhia frente a concorrentes mais ágeis.
Segundo o diretor financeiro Harold van den Broek, os cortes serão concentrados principalmente na Europa e em mercados considerados menos estratégicos. A estratégia é clara: fortalecer as operações essenciais e liberar recursos para investir em crescimento sustentável, mesmo em um ambiente de margens pressionadas e mudanças no perfil de consumo.
Mudança na liderança e desafios futuros
Outro ponto de atenção para o mercado é a busca por um novo presidente-executivo, após a saída inesperada de Dolf van den Brink em janeiro. A transição de liderança ocorre em um momento delicado, exigindo da Heineken não apenas ajustes operacionais, mas também uma visão estratégica renovada para enfrentar os desafios do setor e manter a confiança dos investidores.
Perspectivas e análise de mercado
O anúncio da Heineken reflete uma tendência mais ampla entre grandes multinacionais: a busca por eficiência operacional e adaptação rápida a cenários econômicos voláteis. Para investidores atentos ao setor de bebidas e consumo, acompanhar os movimentos da companhia pode indicar oportunidades e riscos relevantes, especialmente diante de mudanças estruturais e de liderança.
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