Transação fortalece finanças da Energisa e reforça posição da Taesa no setor elétrico brasileiro
O Grupo Energisa (ENGI11) acaba de concluir uma das operações mais relevantes do setor elétrico brasileiro em 2024: a venda de cinco ativos de transmissão já em operação para a Taesa (TAEE11), em um negócio que movimentou R$ 2,4 bilhões, incluindo a dívida líquida dos ativos. O acordo, fechado a um múltiplo de aproximadamente 10 vezes o Ebitda, evidencia o apetite do mercado por ativos maduros e a capacidade da Energisa de gerar valor em seus empreendimentos.
Contexto e detalhes da transação A operação foi oficialmente concluída após o aval da ANEEL, do Cade e dos credores, transferindo para a Taesa as subsidiárias Energisa Tocantins Transmissora 1 e 2 (ETT 1 e ETT 2), Energisa Pará 1 e 2 (EPA 1 e EPA 2) e Energisa Goiás (EGO). O múltiplo pago pelos ativos ficou acima do valor atribuído pelo mercado ao conjunto das ações da Energisa (ENGI11) , que gira em torno de 7 vezes o Ebitda. Segundo a própria companhia, essa diferença reflete o valor agregado durante o desenvolvimento e a operação dos projetos, reforçando a estratégia de reciclagem de capital.
Impacto financeiro e estratégia de capital A venda desses ativos maduros é um movimento estratégico que demonstra disciplina na alocação de capital. Como destacou Maurício Botelho, CFO do Grupo Energisa, a companhia busca construir, operar e reciclar capital quando o valor percebido pelo comprador supera o valor interno ao portfólio. Os recursos obtidos serão direcionados para a redução do endividamento, fortalecendo a estrutura financeira da empresa. Considerando também a recente venda de ações preferenciais da Denerge, no valor de R$ 1,4 bilhão, a alavancagem da Energisa caiu de 3,5 para 3,1 vezes o Ebitda em junho, sinalizando maior solidez e capacidade de investimento futuro.
Presença no segmento e perspectivas Mesmo após a venda, a Energisa mantém presença relevante no segmento de transmissão, operando seis ativos estratégicos: EAM 1, EPT, EAP, LMTE, LXTE e LTTE. Além disso, a companhia segue investindo em expansão, com três empreendimentos em construção — a fase 2 da Energisa Amazonas 1, Energisa Amazonas 2 e Energisa Maranhão — cujas entregas estão previstas entre agosto de 2027 e junho de 2030. Esse portfólio robusto reforça a posição da Energisa como player relevante no setor de infraestrutura elétrica nacional.
Para investidores que acompanham o setor elétrico e buscam avaliar oportunidades em empresas de energia, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica permite analisar indicadores financeiros e operacionais de múltiplas companhias do segmento, facilitando decisões fundamentadas e comparações estratégicas.