Valorização de 35% em seis meses impulsiona ações e destaca liderança no mercado global farmacêutico
A ascensão meteórica da Eli Lilly ao seleto grupo das empresas trilionárias marca um novo capítulo no setor farmacêutico global.
A companhia, conhecida por desenvolver medicamentos inovadores para diabetes, como o Mounjaro e o Zepbound, viu seu valor de mercado ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão após uma valorização expressiva de mais de 35% em seus papéis na bolsa de Nova Iorque nos últimos seis meses. Esse desempenho reflete não apenas a força de sua atuação tradicional, mas, sobretudo, o impacto da popularização dos remédios originalmente voltados ao tratamento da diabetes, agora amplamente utilizados para emagrecimento.
O Mounjaro, ao lado do Ozempic da concorrente Novo Nordisk, tornou-se um dos medicamentos mais procurados do mundo para controle de peso, impulsionando receitas e atraindo o olhar atento de investidores globais.
O Zepbound, também fabricado pela Eli Lilly, reforça a presença da empresa nesse segmento de alta demanda, consolidando sua liderança e superando até mesmo o valor de mercado da rival dinamarquesa.
No último balanço divulgado, a Eli Lilly reportou uma receita de US$ 17,6 bilhões, sendo quase metade desse montante proveniente dos medicamentos de emagrecimento e diabetes.
Esse resultado robusto evidencia a relevância dos produtos no portfólio da companhia e justifica a avaliação elevada de suas ações, que atualmente são negociadas a quase 50 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, segundo dados da consultoria LSEG. Tal múltiplo revela a confiança do mercado na sustentabilidade e no potencial de crescimento da franquia de saúde metabólica da empresa.
Analistas de mercado destacam que a preferência dos investidores pela Eli Lilly, em detrimento de outras farmacêuticas, reflete uma aposta na continuidade da expansão desse mercado e na capacidade da companhia de inovar e capturar novas oportunidades.
A entrada da Eli Lilly no clube das empresas trilionárias, ao lado de gigantes como Nvidia, Apple, Microsoft e Amazon, sinaliza uma mudança de paradigma, onde a saúde e a biotecnologia ganham protagonismo entre os setores mais valiosos do mundo.