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26/08/2026
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CVM julga ex-diretores da Oi em meio à falência da operadora

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Processo envolve irregularidades financeiras e pode impactar governança no setor de telecomunicações

No mesmo dia em que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência definitiva da Oi (OIBR3), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu início ao julgamento de cinco ex-diretores da operadora, acusados de irregularidades nas demonstrações financeiras referentes aos exercícios de 2015 e 2016. O processo, conduzido pela Superintendência de Processos Sancionadores (SPS), ganhou destaque no mercado financeiro, pois envolve figuras-chave da antiga gestão da companhia, em um momento crítico para a empresa e seus acionistas.

Contexto do julgamento e suspensão da sessão

A sessão da CVM foi interrompida após um pedido de vista do diretor João Accioly, adiando a decisão final do colegiado. Os ex-diretores Bayard de Paoli Gontijo, Eurico de Jesus Teles Neto, Flavio Nicolay Guimarães, Jason Santos Inácio e Marco Norci Schroeder respondem por supostas falhas na elaboração das demonstrações financeiras da Oi, justamente em um período marcado por turbulências e reestruturações na companhia.

Voto da diretora Marina Copola: absolvições e condenações

Antes da suspensão, a diretora Marina Copola apresentou seu voto, trazendo nuances importantes para o caso. Ela absolveu todos os réus da acusação de descumprimento do dever de diligência, reconhecendo que não houve negligência generalizada na condução dos trabalhos. Além disso, Gontijo, Guimarães e Inácio foram absolvidos das acusações de irregularidades na elaboração das demonstrações financeiras. Por outro lado, Schroeder e Eurico Neto foram considerados culpados por esse último ponto, recebendo cada um uma multa de R$ 400 mil.

Impacto e expectativa do mercado

A decisão final da CVM ainda depende dos votos do presidente Otto Lobo e do diretor Igor Muniz, que optaram por aguardar o retorno do processo para se manifestarem. O desfecho desse julgamento é acompanhado de perto por investidores e analistas, pois pode influenciar a percepção de governança e transparência no setor de telecomunicações, especialmente após a falência da Oi. O caso reforça a importância do rigor regulatório e da responsabilidade dos gestores na condução das empresas listadas em bolsa.

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