Índice de Risco Político cai para 35 pontos, refletindo ambiente mais estável antes das eleições
O clima político no Brasil passa por uma transformação relevante às vésperas das eleições de outubro. Segundo um levantamento recente, a confiança dos brasileiros na estabilidade institucional atingiu o maior patamar dos últimos dois anos, refletindo uma percepção mais positiva sobre a ordem política nacional. O Índice de Risco Político, que mede a preocupação da população com temas como governabilidade e segurança institucional, recuou de 42 para 35 pontos em junho, sinalizando um ambiente menos tenso e mais propício à previsibilidade para investidores e agentes econômicos.
Esse índice, monitorado por um instituto de pesquisa desde o início de 2024, chegou ao seu menor nível histórico nesta edição. O resultado sugere que, apesar das turbulências recentes, a sociedade brasileira enxerga avanços na solidez das instituições. No entanto, a pesquisa revela que a percepção sobre corrupção e insegurança permanece elevada, indicando que esses desafios ainda pesam no imaginário coletivo e seguem como pontos de atenção para o futuro do país.
A metodologia do estudo é baseada em três categorias centrais: estabilidade institucional, conflitos sociais e criminalidade/corrupção. Cada uma delas é avaliada individualmente pelos entrevistados, em uma escala de 0 a 100 – quanto maior a nota, maior a preocupação. O levantamento ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho, oferecendo um retrato detalhado das inquietações e expectativas da população.
O estudo faz parte de uma análise comparativa que abrange outros países da América Latina, como Argentina, Chile e Colômbia. Os índices desses países ficaram em 41, 51 e 45 pontos, respectivamente, mostrando que o Brasil, neste momento, apresenta menor percepção de risco político em relação aos vizinhos. Segundo os organizadores, o índice busca capturar vulnerabilidades estruturais capazes de comprometer a governabilidade e aumentar a incerteza para tomadores de decisão, sendo um termômetro importante para investidores e analistas do mercado.
Outro ponto de destaque da pesquisa foi a avaliação da imagem dos principais líderes políticos do país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lidera o ranking de rejeição, com 90% dos entrevistados declarando uma imagem negativa. Hugo Motta, também parlamentar, aparece logo atrás, com 88% de rejeição. Já o presidente da República, Lula, mantém uma divisão mais equilibrada: quase metade dos entrevistados avalia sua imagem de forma positiva, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin registra 45% de aprovação e 50% de desaprovação.
Apesar da melhora na percepção institucional, a desconfiança em relação à corrupção persiste. Metade dos entrevistados acredita que novos casos podem surgir durante o atual mandato presidencial, enquanto apenas 17% consideram improvável o aparecimento de novos episódios até 2026.
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