Acordo prevê indenizações de R$ 1,25 bi até 2030 e melhora eficiência financeira da estatal
A Cemig (CMIG4) deu um passo estratégico importante ao anunciar, nesta quarta-feira (3), a homologação de um novo acordo coletivo com sindicatos que representam empregados, aposentados e pensionistas vinculados ao plano de saúde PSI. O acordo, homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, amplia o escopo da negociação firmada em setembro e consolida o pagamento de indenizações que podem chegar a R$ 1,25 bilhão até 2030.
Contexto e abrangência do acordo
Com a nova homologação, o entendimento passa a incluir sindicatos relevantes como Sindieletro, Senge, Sintec, o Sindicato dos Eletricitários de Juiz de Fora e a associação de aposentados AEA, além das entidades Sindsul e FTIUMG, que já haviam aderido anteriormente. Juntas, essas entidades representam 15.496 beneficiários, entre trabalhadores ativos, aposentados, pensionistas e titulares do PSI, segundo dados de fevereiro de 2025.
O valor de R$ 1,25 bilhão, já previsto na primeira etapa do acordo, será mantido e pago em seis parcelas, com a última programada para 2030. Trata-se de uma indenização compensatória (buyout), oferecida aos participantes como parte do processo de encerramento do patrocínio da Cemig (CMIG4), ao PSI, previsto para ser finalizado em 31 de dezembro de 2025.
Impacto para a Cemig e seus acionistas
A conclusão desse acordo representa um avanço significativo na reestruturação dos passivos trabalhistas da Cemig. A migração dos beneficiários para novos planos de saúde, organizados pela Cemig Saúde, será viabilizada com a finalização do acordo, reduzindo obrigações futuras e trazendo maior eficiência financeira à estatal mineira.
Do ponto de vista dos acionistas, a resolução desse passivo judicial e previdenciário é vista como altamente positiva. Ao diminuir a incerteza jurídica e proporcionar previsibilidade aos fluxos de caixa, a companhia fortalece sua posição financeira e estratégica para os próximos anos.
Perspectivas e análise de mercado
A medida está alinhada aos objetivos estratégicos da Cemig de otimizar custos e mitigar riscos relacionados a benefícios pós-emprego. Em um cenário de crescente pressão por eficiência e sustentabilidade financeira, a iniciativa reforça a confiança do mercado na capacidade da empresa de gerir seus compromissos e criar valor para os investidores.
Para quem acompanha o setor elétrico e busca oportunidades fundamentadas, a resolução desse passivo pode influenciar positivamente a percepção de risco e o valuation da Cemig no médio e longo prazo.
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