Conversão de debêntures em ações reforça capital social e destaca recuperação operacional da empresa
Grupo Casas Bahia aprova aumento de capital de R$ 93,6 milhões
O Grupo Casas Bahia ( Casas Bahia (BHIA3) ) acaba de aprovar um aumento de capital de R$ 93,6 milhões, conforme decisão do Conselho de Administração em 13 de abril de 2026. A medida, realizada dentro do limite do capital autorizado, não exigiu alteração no estatuto social da companhia e reforça a estratégia de fortalecimento financeiro do grupo em meio a um cenário desafiador para o varejo brasileiro.
O aumento de capital foi viabilizado pela conversão obrigatória de debêntures em ações ordinárias. Foram convertidas 25.236.740 debêntures da 2ª série da 11ª emissão, na proporção de uma ação para cada debênture, resultando na emissão do mesmo número de novas ações ordinárias. Com isso, o capital social da Casas Bahia passou de R$ 7,115 bilhões para R$ 7,124 bilhões. Do total, R$ 9,36 milhões foram destinados diretamente ao capital social, enquanto o restante reforçou a reserva de capital. As novas ações terão os mesmos direitos das demais, incluindo participação em dividendos futuros, o que pode atrair o interesse de investidores atentos à geração de valor no longo prazo.
Apesar do prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão reportado no quarto trimestre de 2025, a companhia esclarece que o resultado foi fortemente impactado por um ajuste contábil de Imposto de Renda diferido, no valor de R$ 1,45 bilhão, sem efeito direto no caixa. Esse ajuste evidencia a importância de uma análise criteriosa dos números, indo além do resultado líquido para compreender a real saúde financeira da empresa.
Os indicadores operacionais mostram sinais de recuperação. A margem Ebitda ajustada atingiu 9,8%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 826 milhões. A dívida líquida foi reduzida em R$ 3,8 bilhões, encerrando o ano em R$ 1,13 bilhão, o que levou a alavancagem financeira a cair de 2,2x para 0,4x em apenas dois trimestres. O fluxo de caixa livre também surpreendeu positivamente, alcançando R$ 1,8 bilhão no trimestre, e a posição de liquidez fechou o ano em R$ 3,4 bilhões.
Outro destaque foi o crescimento da carteira de crediário, que avançou 7% em um ano e atingiu R$ 6,6 bilhões, além do aumento de 15,5% nas receitas de serviços no trimestre. Esses dados reforçam a resiliência operacional da Casas Bahia e sua capacidade de adaptação em um ambiente competitivo.
Para investidores que desejam acompanhar de perto a evolução dos indicadores financeiros e operacionais da Casas Bahia e de outras empresas do varejo, a ferramenta de Ações da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos principais dados fundamentalistas, facilitando análises comparativas e decisões mais embasadas.