Mercado brasileiro cresce com Ozempic e Mounjaro; Hypera (HYPE3) é destaque para investidores
O avanço das canetas emagrecedoras no Brasil
O avanço das canetas emagrecedoras no Brasil já é um fenômeno que movimenta a economia nacional, como revela um levantamento recente do Itaú BBA. Em 2023, esses medicamentos injetáveis, liderados por marcas como Ozempic e Mounjaro, movimentaram cerca de R$ 10 bilhões, representando quase 5% do mercado farmacêutico brasileiro. O impacto é sentido em toda a cadeia: das importações, que cresceram 70% entre janeiro e dezembro de 2025, até o faturamento de grandes redes como a RD Saúde, controladora das drogarias Raia e Drogasil.
Ozempic, da Novo Nordisk, e Mounjaro, da Eli Lilly, dominam o mercado nacional, mas outras opções como Saxenda, Trulicity e Contrave também ganham espaço entre consumidores que buscam soluções rápidas para emagrecimento. O segredo dessas canetas está na semaglutida, princípio ativo originalmente voltado ao tratamento do diabetes, mas que ganhou notoriedade após estudos comprovarem sua eficácia no controle de peso.
Perspectivas e oportunidades de investimento
A perspectiva para o setor é de expansão acelerada. O Itaú BBA projeta que, com a queda das patentes desses medicamentos até 2027, haverá redução de preços e aumento da demanda. O horizonte é promissor: a expectativa é que o mercado alcance US$ 9 bilhões em 2030, impulsionado por até 5,5 milhões de usuários nos próximos quatro anos. O Brasil, com 70% da população acima do peso e uma cultura fortemente ligada à estética, já desponta como o segundo maior mercado mundial para procedimentos estéticos — e o primeiro quando se considera apenas a população adulta.
No radar dos investidores, a Hypera (HYPE3) surge como uma das principais apostas para capturar esse crescimento. Analistas do Itaú BBA recomendam a compra das ações da companhia, destacando a possibilidade de lançamento de um medicamento próprio à base de semaglutida após o fim das patentes. O Bank of America também vê potencial de valorização de até 37% para os papéis, projetando que a ação pode chegar a R$ 33 nos próximos trimestres, sustentada por estratégias de expansão, novas parcerias e abertura de canais de distribuição.
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