Maior rede de petshops do Brasil nasce com restrições para garantir competitividade no mercado
Após mais de um ano de negociações e expectativas do mercado, a aguardada fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi finalmente recebeu sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), marcando um novo capítulo no setor pet brasileiro. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (10), veio acompanhada de restrições estratégicas para garantir a competitividade do segmento.
Contexto e restrições do Cade
O Cade aprovou a união das duas gigantes do varejo pet, mas exigiu a venda de 26 lojas localizadas no estado de São Paulo. A medida visa evitar uma concentração excessiva de mercado na região, respondendo a preocupações levantadas por concorrentes e entidades do setor. Entre as vozes mais críticas, a Petlove destacou o risco de prejuízos à concorrência e aos consumidores, caso não fossem adotados mecanismos robustos para preservar a dinâmica competitiva.
Impacto da fusão no mercado pet
Com a fusão, nasce a maior rede de petshops do Brasil, reunindo mais de 20 marcas próprias, 494 lojas, cerca de 11% de participação de mercado e um faturamento anual estimado em R$ 6,9 bilhões. O movimento consolida a liderança das empresas em um setor historicamente pulverizado, mas que vem passando por rápidas transformações e aumento da competição, inclusive com a entrada de marketplaces e grandes redes varejistas.
Posicionamento das empresas
Tanto Petz quanto Cobasi minimizaram as preocupações concorrenciais, ressaltando que o mercado pet brasileiro é altamente fragmentado, competitivo e com baixas barreiras à entrada. Segundo as companhias, a presença de pequenos petshops, redes regionais e o avanço do varejo alimentar garantem um ambiente dinâmico e aberto à inovação. Ainda assim, as empresas negociaram um Acordo em Controle de Concentrações (ACC) com o Cade, comprometendo-se com a venda das lojas e com práticas comportamentais para assegurar a concorrência.
Próximos passos e perspectivas
A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições suspensivas, que serão detalhadas pelas empresas em breve. A venda das lojas exigida pelo Cade não deve representar um entrave, já que a Petlove manifestou interesse nas unidades e outros players também avaliam a aquisição. Para analistas de mercado, como a Ativa Investimentos, o desinvestimento terá impacto marginal e não altera a perspectiva positiva para a fusão. A expectativa é que, apesar de eventuais custos iniciais, a combinação dos negócios fortaleça a posição da nova companhia frente à concorrência crescente.
Para investidores atentos ao setor de varejo e consumo, acompanhar a evolução das ações da Petz e o desempenho do segmento pet pode ser decisivo. A ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada de múltiplos indicadores fundamentalistas, permitindo avaliar o potencial de valorização e os riscos envolvidos em operações de fusão e aquisição.